Entrevista com o Eleitor – Site Visão Cidade 2

A Redação do site Visão Cidade, com o propósito de compreender e avaliar a percepção do eleitor, está realizando uma série de entrevistas individuais com cidadãos de diferentes regiões.
Nosso objetivo é levar ao público — inclusive o leitor internacional — a visão de cada eleitor sobre a política em seu município, no estado e no país.
Dessa forma, buscamos produzir uma informação ética, verdadeira e comprometida com os princípios da cidadania.
Você, eleitor e amigo leitor, pode contribuir de forma significativa para uma transformação política e social no seu município, no seu estado e em todo o Brasil.
Entrevistada
Sarita Rodrigues
1- Como você avalia a condução política do seu município, do seu estado e do país?
R = 1 – Do município, regular, embora ainda seja muito cedo para uma avaliação geral, pois a gestão por parte do prefeito é nova, mas ele vem se empenhando para fazer o melhor, embora não agrade a muitos, eu sigo na confiança de uma boa gestão, o prefeito tem bagagem para isso e parece não ter a prepotência do antigo gestor, esse é mais humildade. Agora tem muitas falhas em vários setores, principalmente na saúde, no transporte e na segurança, embora no quesito segurança, o governo federal e estadual estejam falhando também. Então a minha resposta fica para o governo geral: Federal, Estadual e Municipal, respondendo a essa pergunta. E se eu for dizer quais as falhas em cada setor, passaria o dia todo aqui escrevendo, ou mais.
2- Quais são, na sua opinião, as principais dificuldades enfrentadas pelo seu município, pelo seu estado e pelo Brasil como um todo?
R= Hoje é complicado falar sobre isso, mas em primeiro lugar está a falta de segurança. Convenhamos que está muito difícil viver na ilha ou em qualquer outro lugar no Brasil, onde a bandidagem vem reinando. Depois vem a precariedade na saúde, ainda falta muito para termos uma saúde de excelência, mas eu tenho um pensamento que guardo no que minha saudosa avó dizia: “o povo com saúde pensa e quando isso acontece, vota direito, e o povo sem ela, vota no Salvador da pátria, que quando eleito, deixa faltar os medicamentos nos postos de saúde, transfere verbas destinadas a ela para outras demandas e o povo sofre. Temos um sistema de regulação, que não regula nada, você saí da tela “do nada”, e se você não tem um conhecido por lá que acompanhe, você se ferra, saí da tela, e outro ocupa seu lugar, simples assim. E se você tiver uma idade avançada, aí piorou, nem com reza braba você é regulado. Então para mim o sistema não funciona por causa da mão humana, é a escada para subir, com votos de gratidão para muitos, e embora outros tenham conhecimento, e o fazem para ajudar a quem precisa, o sistema é falho. E por fim a educação, aaah, educação!!! Essa vem melhorando na ilha, mas falta muiiito ainda no Brasil como um todo. Em relação a ilha, tem moradores que foram para outro município fazer faculdade, é mole? porque ainda não tem uma faculdade, nem estadual e nem federal na ilha, que já poderia ter faz tempo? mas o lema é: quem quiser que dê seus pulos, com as públicas ou particulares em outros locais . E por fim a qualificação, os funcionários e os colaboradores, (aqueles que foram “selecionados”), e os concursados, têm que ter cursos de capacitação para um bom atendimento. A falta de empatia reporta para uma gestão sem qualificação. Não é só colocar lá para trabalhar, tem que saber conduzir, qualificar e mostrar que tratar bem as pessoas é essencial, nós temos que fazer isso até com os inimigos, não é não?
3- Você acredita na possibilidade de uma mudança ou transformação política? Em sua visão, qual seria o ponto-chave para que essa transformação aconteça?
R – Para mim será sempre uma boa administração pública, principalmente dos recursos públicos nas áreas onde realmente necessitam, com fiscalização severa dos edis e da população, em processo de monitoramento e verificação do que vem sendo executado de forma rigorosa e incisiva, acredito que só assim vai ocorrer uma garantia do cumprimento integral de leis, normas e regulamentos. Também com aplicação de políticas públicas direcionadas mais aos setores carentes, investindo pesado na educação e saúde de uma forma geral, criando novas possibilidades de empregos, melhorando o transporte público essenciais para a população.
4- Você se recorda dos candidatos em quem votou para vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, governador, senador e presidente da República?
Esses representantes corresponderam às suas expectativas?
R – Sim, claro que recordo, inclusive estou esperando até hoje uma solução por um deputado estadual em quem votei, aliás é bom lembrar que as eleições estão se aproximando… Na verdade, para mim, os votos para deputados, tanto estaduais quanto federais, não correspondem às expectativas, porque raramente se vê fazendo algo pela ilha. Quanto ao prefeito e vereador, eu continuo botando fé. Senador, não lembro rsrs, se não foi nulo, foi indicação. E esse presidente que está aí, não me representa, portanto, não votei nele. Pela primeira vez em minha vida, meu voto para presidência foi nulo. No começo até pensei em votar em Bolsonaro, mas depois vi que o erro seria grande também, portanto, preferi anular e não me arrependo disso, não compactuo com esses erros gritantes que vem acontecendo no país.
5- Diante de tudo isso, você se colocaria à disposição para ser candidato a um cargo eletivo? Por quê?
Não, embora os convites sejam feitos e eu me julgue competente para qualquer cargo que me é confiado, eu costumo cumprir com o que realmente diz respeito aos cargos que exerço, e em cargos políticos o sistema não deixaria esse cumprimento. O sistema político aqui no Brasil é muito rígido com quem não é conivente com as falcatruas, implacável quando não se corresponde aos desejos hierárquicos, e opressivo para quem não for conivente com eles, com seus erros. É muito difícil de ser mudado ou combatido esses sistemas que já perduram por longos anos, aí só Jesus na causa, portanto, estou fora.
Visão Cidade


