Vereador de Vera Cruz fala ao site Visão Cidade

Presente na audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal da Bahia, o vereador Jeová Basto, líder do governo municipal de Vera Cruz, deixou seu posicionamento claro sobre a importância do encontro e a preocupação da população com a forma como a situação está sendo conduzida.
Acompanhe a fala do vereador Jeová Basto:
Visão Cidade:
Vereador Jeová Basto, líder do governo de Vera Cruz, como o senhor avalia a audiência pública realizada hoje? E quais benefícios esse debate pode trazer para o município?
Vereador Jeová Basto:
Antes de tudo, agradeço a Deus e parabenizo o Ministério Público Federal pela iniciativa de realizar essa audiência pública tão importante. Esse momento nos dá a certeza de que não estamos sozinhos. Tivemos aqui a presença de várias comunidades e fiquei muito feliz ao ouvir os depoimentos de cada representante. O sentimento é unânime: defender a Ilha de Itaparica, defender Vera Cruz. E é por isso que estamos aqui.
Na condição de legítimo representante do povo, quero deixar claro: não sou contra a ponte, sou a favor de Vera Cruz. Sabemos que a construção da ponte Salvador–Itaparica trará impactos sociais, econômicos e culturais significativos. Mas é fundamental que olhem para a nossa cidade com o respeito que ela merece. Vera Cruz não é colônia de ninguém.
Infelizmente, muitas vezes o Estado nos trata como se fôssemos apenas um ponto de passagem. Mas temos identidade, temos cultura, temos valores que precisam ser respeitados e preservados. Por isso, é imprescindível estabelecer condicionantes claras para essa obra. Precisamos de melhorias reais na mobilidade urbana, no abastecimento de água e energia — que ainda são precários — e na infraestrutura dos nossos serviços essenciais.
Cito, por exemplo, a necessidade urgente de fortalecer o Hospital Geral de Itaparica, de implantar uma universidade na Ilha, de garantir acesso à saúde e à educação de qualidade para o nosso povo. E há ainda uma grande preocupação com o processo de desapropriações. Como o Estado está conduzindo isso? Quais critérios estão sendo utilizados?
Se olharmos para experiências passadas, como as desapropriações durante a Copa do Mundo de 2014, veremos famílias que até hoje enfrentam dificuldades. Algumas receberam indenizações irrisórias de R$ 200 ou R$ 300. Isso é inaceitável. Moradia é um direito, faz parte da dignidade humana. E nosso mandato está firme na defesa dessa dignidade para o povo de Vera Cruz.
Estamos aqui unidos por um só objetivo: proteger nossa cidade e garantir que o progresso venha com respeito e justiça para todos.
Visão Cidade


