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Centros de referência realizaram 2,5 mil atendimentos em 2018

Juntos, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Loreta Valadares (CRLV), nos Barris, e o Centro de Atendimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (Camsid), na Ribeira, realizaram 2,5 mil atendimentos, entre os meses de janeiro e julho deste ano, para vítimas de violência doméstica, familiar, mães de crianças com idades entre 0 e 12 anos e egressas do tráfico de mulheres. Os casos mais frequentes de violência registrados pelos centros de referência e acolhimento são de ordem psicológica, moral, física, patrimonial e sexual.

Enquanto o Loreta Valadares se encarrega do atendimento primário às vítimas, o Camsid agrega as funções de centro de referência e uma casa de acolhimento de curta duração. Nele, há suporte jurídico e psicossocial, atividades de empreendedorismo, dança, informática, grupo terapêutico, defesa pessoal, oficinas produtivas, ginástica e atendimento de enfermagem.

De acordo com Maria Auxiliadora Alves, coordenadora dos Centros de Referência e da Casa de Acolhimento da Secretaria Municipal de Politicas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), denunciar ainda é a maior dificuldade encontrada por mulheres vítimas de violência no Brasil. “É necessário fazer um trabalho preventivo e baseado em números reais, além de tratar o problema de forma localizada”.

As unidades realizam atendimento em quatro fases distintas. A primeira consiste no atendimento e acolhimento inicial, onde são passadas as informações gerais sobre o trabalho realizado. A segunda etapa consiste no diagnóstico voltado para o atendimento, segurança e cuidados das vítimas. Em seguida, vem o diagnóstico aprofundado, por meio de medidas psicocriativas, e o monitoramento caso a caso das mulheres atendidas.

“Nos centros, trabalhamos com procura espontânea ou por recomendação de outros órgãos. Geralmente, quando a mulher busca o acolhimento, já teve rompidos os vínculos familiares, profissionais e sociais. Então, optamos por acolher a família como um todo. Dessa forma, elas passam a se cuidar mais, recuperam a autoestima e começam a se enxergar de outra forma. E, com esse sentimento recuperado, são criadas as condições para tomar as melhores decisões”, destaca Maria Auxiliadora.

SECOM 

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