Somos iguais?

O debate do SBT foi muito revelador. Serviu para que se conclua que tudo, até agora denunciado pelo ladrão confesso e ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, seja considerado com verídico e, portanto, digno de credibilidade.
Com ares de quem havia terminado de descobrir a pólvora, a candidata disléxica Dilma Roussef, afirmou categoricamente que o ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, partido de seu opositor Aécio Neves, também se beneficiara com a roubalheira promovida dentro da Petrobras e delata pelo ex-diretor da estatal.
Até a semana passada, a candidata e o seu partido, tratavam a exposição dos fatos e nomes de envolvidos em mais um escândalo dos muitos que têm o PT com centro do furacão, como absurdo e um acinte à democracia. De repente, Paulo Roberto passou a gozar de uma credibilidade indiscutível. Afinal, na mente da candidata, do seu marqueteiro e do PT, agora são todos iguais na roubalheira.
Para o Brasil racional, a revelação do envolvimento do ex-presidente de um Partido Político em um mar de lama que nasce dentro da estatal comandada pelo PT, que indica seu presidente, diretores – inclusive o delator – e serve-se dela como bem lhe aprove, nada muda. Continuamos indiguinados e assombrados por uma situação que só pode ser reparada com a punição de todos – TODOS – os envolvidos e a ciência do conhecimento ou não por parte daqueles que deveriam, por dever de oficio, estar atentos a tudo que acontece em seu governo. No grupo deste que deveria zelar pela Petrobras, está a Presidente da República, por acaso, candidata a reeleição que, como de praxe, nada viu e nada sabe!
O fato do falecido presidente do PSDB ser citado, na parte sigilosa do depoimento da delação premiada, só assevera a necessidade de termos total conhecimento a cerca dos nomes e funções de todos aqueles que chafurdam neste mar de lama que é o Escândalo da Petrobras. Dilma erra quando festeja a possível igualdade entre PT e PSDB. Afinal, não há o que comemorar fato do grupo de possíveis ladrões serem maior do que o que já se apresenta.
Nós, eleitores brasileiros, não queremos partidos isonômicos na ladinagem e esperteza que secam os cofres públicos. Queremos políticos ávidos em defender os interesses nacionais e não o próprio pescoço. A posição da candidata só serve para avalizar os depoimentos do ex-diretor da Petrobras que afirma peremptoriamente que, 3% de tudo que foi roubado serviriam, supostamente, para alimentar campanhas eleitorais petistas!
Jorge Andrade
Jornalista – MT/DRT 4500


