Vacina contra ebola vai ser testada em um mês

A Organização Mundial da Saúde divulgou, ontem, que uma vacina preventiva contra o vírus do ebola poderá ser submetida a testes clínicos a partir do próximo mês. E, caso os resultados sejam positivos, poderá estar disponível até 2015. “Nosso objetivo é começar os testes clínicos em setembro, primeiro nos Estados Unidos e, sem dúvida, em um país africano, porque lá estão os casos”, declarou, à rádio francesa RFI, o diretor do departamento de vacinação da OMS, Jean-Marie Okwo Bélé.
Indagado sobre uma possível comercialização da vacina, respondeu: “Como se trata de uma emergência, poderemos usar procedimentos de emergência para que a vacina esteja disponível em 2015”.
A epidemia deixou desde o início do ano quase mil mortos entre os mais de 1.700 supostos casos detectados. Ontem, a missionária congolesa Chantal Pascaline, uma das duas companheiras dos religiosos espanhóis retirados da Libéria na quinta por causa da epidemia, morreu em Monróvia, vítima da doença, informou em Madri a ONG para a qual trabalhava. “A Ordem Hospitalar de São João de Deus informa a triste notícia do falecimento esta madrugada da irmã Chantal Pascaline por causa do ebola no Hospital São José de Monróvia”, informou a organização religiosa à qual pertence o padre espanhol Miguel Pajares, o primeiro infectado pelo vírus repatriado para a Europa.
Serra Leoa, Libéria e Guiné são os países mais infectados. Na Nigéria, o presidente Goodluck Jonathan declarou estado de emergência sanitária algumas horas depois que a Organização Mundial da Saúde decidiu classificar a epidemia como emergência de saúde pública de alcance mundial.
Ontem, a Guiné anunciou o fechamento de suas fronteiras com a Serra Leoa e a Libéria, numa tentativa de conter a propagação do vírus. “Nós já fechamos provisoriamente a fronteira entre a Guiné e Serra Leoa por causa de todas as notícias que recebemos”, disse o ministro da Saúde Rémy Lamah, em entrevista coletiva, lembrando que a Guiné também fechou sua fronteira com a Libéria.
Já a Zâmbia disse que vai restringir a entrada de viajantes de países afetados pelo vírus, e que vai proibir os zambianos de viajarem para esses países, em um dos mais rigorosos movimentos feitos por um país sul-africano contra o vírus(Correio)


