Suposta crise de empresas seria estratégia para readequação

Para o ex-diretor da Companhia Municipal de Transporte Coletivo de São Paulo, Walter Takemoto, o fechamento da Barramar e a suposta crise financeira não passam de um acordo entre os empresários e a prefeitura para formar os grupos consorciados que vão explorar o transporte público nos próximos 25 anos.
Ele explica que o transporte público é uma das três principais fontes de lucro do município, portanto não haveria motivos financeiros para o fechamento da Barramar ou para a falta de compromisso legais com os funcionários pela Capital.
“Ninguém deixaria linhas muito rentáveis, alegando prejuízos e incapacidade de se manter. A Barramar deve ter saído de cena após receber alguma compensação da prefeitura”, opinou.
Ainda conforme ele, as empresas de ônibus, normalmente, praticam várias irregularidades do ponto de vista fiscal e tributário. “É uma prática mais ou menos comum no nosso país e é isso que faz com que as empresas mudem de nome ou de dono e permaneçam sob o controle da mesma família”, disse.
Licitação
O secretário Fábio Mota negou que haja negociação entre empresas e a prefeitura. “São as empresas que decidem se querem ou não participar do processo licitatório. Estamos falando da necessidade de pagar por uma outorga onerosa. Só participa quem tem interesse”, afirmou.
Ainda conforme Mota, o recurso serve como caixa para a prefeitura fazer investimento em obras de infraestrutura e mobilidade urbana.
O processo licitatório prevê que três grupos consorciados passem a explorar o transporte, por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), o que, para o secretário, vai facilitar a administração.( A Tarde)


