Povo nas ruas preserva a festa da Independência da Bahia

O povo mais uma vez foi às ruas para festejar a Independência da Bahia, no 2 de Julho, data magna dos baianos. Nos dias de hoje, nestes 191 anos de comemorações, a libertação do Brasil de Portugal é traduzida pelos vereadores de Salvador como a reafirmação da democracia brasileira.
O presidente do Legislativo Municipal, vereador Paulo Câmara (PSDB), considera o 2 de Julho “um exemplo de democracia e o coroamento da liberdade de povo”. Na solenidade deste ano, no Largo da Lapinha, no período da manhã, ele depositou flores no monumento do general Labatut, um dos heróis da Independência da Bahia.
Para o vereador Alfredo Mangueira (PMDB), ir às ruas para festejar o 2 de Julho “é uma forma de reafirmar a independência e, sobretudo, pedir por dias melhores”. Morador do bairro da Liberdade, ele disse que participa do desfile cívico desde criança e acompanha a volta dos carros alegóricos ao Pavilhão 2 de Julho, no dia 6, do Campo Grande ao Largo da Lapinha.
“O 2 de Julho é a grande festa cívica da Bahia, com o povo nas ruas exercendo a democracia”, destaca o vereador Carlos Muniz (PTN), que considera a data manga dos baianos “a maior festa democrática do Brasil”.
Ganhos sociais
O vereador Orlando Palhinha (DEM) vê o 2 de Julho como “uma demonstração de força do povo nas ruas”. Ainda na sua avaliação, “a comemoração em si ultrapassa o contexto histórico e converge para a consolidação da democracia brasileira”.
Na compreensão do vereador Trindade (PSL), a presença do povo nas ruas na festa da Independência da Bahia repercute em “ganhos sociais e econômicos por causa da luta pela liberdade e da manutenção da democracia brasileira”.
Já o vereador Waldir Pires (PT) considera o 2 de Julho “a continuidade de uma luta que existe há mais de um século e que busca uma sociedade mais justa e honesta, ao tempo em que reafirma a democracia com a plena participação do povo nas ruas”.
O vereador Joceval Rodrigues (PPS) lembra a importância da participação dos membros da Igreja Católica na consolidação da Independência da Bahia. “A primeira Câmara do Brasil continua a fazer parte desta história e a presença massiva dos vereadores demonstra o significado deste dia”, acrescenta.
Na mesma linha, o vereador Toinho Carolino (PTN) ressalta o papel dos vereadores para manter viva a democracia e a liberdade no país. “O 2 de Julho mantém acesa nos baianos a chama da liberdade e não pode jamais se apagar”, frisa.
Cortejo matutino
Pela manhã, além da queima de fogos no Largo da Lapinha, houve hasteamento das bandeiras do Brasil (pelo governador Jaques Wagner), da Bahia (pelo deputado Marcelo Nilo – PDT), de Salvador (pelo prefeito ACM Neto) e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (pela historiadora Consuelo Pondé). Em seguida, flores foram depositas no monumento do general Labatut, iniciando o cortejo cívico matutino dos carros alegóricos do caboclo e da cabocla, até a Praça Municipal.


