Para a maioria dos analistas, PIB não deve melhor por efeito Copa

A pesquisa do BC com analistas do mercado financeiro mostrou que a previsão para o crescimento do PIB caiu mais um pouco, agora, para 1,44%. Já o economista Bráulio Borges, da LCA Consultoria, diz que o efeito Copa pode deixar o PIB deste ano maior, perto de 2%, mas é o único a falar sobre isso. No geral, os economistas dizem que esse efeito foi neutralizado pelas greves, feriados e pelo aumento do pessimismo entre empresários e consumidores.
A LCA retoma a ideia, que sempre esteve presente, de que o fato de um país sediar a Copa aumenta o crescimento naquele ano, como mostra matéria publicada no “Valor”. Para o estudo, a consultoria levantou informações dos países que receberam o Mundial, como Espanha, França, Alemanha, África do Sul, comparando com o crescimento do mundo no ano. Assim, chegou à conclusão de que há um efeito de aumento do crescimento. Só não aconteceu isso no México, em 1986, e na Itália, em 1990. Tomara que o economista tenha razão, que haja um efeito Copa do Mundo, mas por enquanto, ele é o único que está falando isso até agora.
O mercado, em geral, está reduzindo as previsões para o PIB. O economista José Roberto Mendonça de Barros, por exemplo, que estimava alta de 1,3% desde março, deve revisar o número para baixo. Já o Itaú Unibanco projeta crescimento de 1%. A aposta é que o número seja menor do que no ano passado.
O segundo trimestre, como o primeiro, foi fraco. Há economistas dizendo que o número do PIB pode até ser negativo.
Em termos de inflação, a previsão é que o número mensal continue menor que o anterior, mas no acumulado em 12 meses, deve estourar o teto da meta (6,5%) em julho.
Por Míriam Leitão


