Para 4 estádios, a festa da Copa já acabou – e agora?

Dos 12 estádios escolhidos como palcos da Copa do Mundo, quatro encerram sua participação no evento nesta semana. As arenas Pantanal (Cuiabá), da Baixada (Curitiba), das Dunas (Natal) e da Amazônia (Manaus) receberam seus últimos jogos e agora têm pela frente o desafio de se justificar como investimentos sem as grandes torcidas do mundial.
Para algumas, a tarefa é mais hercúlea, já que estão em cidades que tradicionalmente com pouca tradição no futebol.
É o caso da Arena Amazônia, por exemplo, que teve média de público de 652 torcedores nos jogos do campeonato amazonense deste ano – enquanto na Copa do Mundo cerca de 160 mil torcedores foram assistir aos jogos.
Em todos os casos, a solução encontrada pelos administradores dos estádios foi parecida: torná-los arenas multiuso para receberem – além das partidas de futebol – grandes shows e eventos corporativos.
Desde o começo, a promessa é de que elas não se tornarão os malfadados e temidos “elefantes brancos”.
Veja a seguir o que será desses quatro estádios, onde a festa da Copa do Mundo já acabou.
Arena Pantanal (Cuiabá)
Custo: R$ 646,5 milhões
Público na Copa: 158 717 torcedores em 4 jogos – Média de 39,5 mil por partida
De acordo com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), a arena será licitada. Uma das opções da empresa que vencer o leilão é reduzir a capacidade do estádio de 41 mil para 20 mil lugares. O objetivo é fazer dela um espaço multiuso – e assim, rentável.
O estádio volta às mãos do governo no dia 1º de julho e a expectativa é que todo o processo de licitação (do lançamento do edital ao resultado do vencedor) dure cerca de 90 dias.
Arena das Dunas (Natal)
Custo: R$ 400 milhões
Público na Copa: 158 167 torcedores em 4 jogos – Média de 39,5 mil por partida
A capacidade do estádio de Natal também será reduzida após Copa – passa de 42 mil para 32 mil lugares. Segundo a Secopa, o projeto inicial da Arena – que é uma parceria público-privada entre o Estado do Rio Grande do Norte e a empresa Arena das Dunas – já previa que após o mundial ela operasse de forma multifuncional.
Isto é, além de palco para os jogos das principais equipes de futebol do estado, o estádio também será utilizado para a realização de eventos corporativos, show e outros eventos culturais.
A devolução da administração da Fifa para a Arena das Dunas está prevista para o início de julho, mas ainda sem data definida.
Arena da Baixada (Curitiba)
Custo: R$ 330 milhões
Público na Copa: 157 200 torcedores em 4 jogos – Média de 39,3 mil por partida
A Arena da Baixada já era a casa do Atlético Paranaense antes da Copa. Agora, após a reforma, deve se tornar uma arena multiuso.
“Das 12 sedes, a única que de fato é multiuso é a nossa. O projeto foi pensado para isso. Temos um diferencial que é a localização do estádio, estamos no centro de Curitiba”, disse Mauro Holzmann, diretor de Marketing e Comunicação do clube.
Arena Amazônia (Manaus)
Custo: R$ 594 milhões
Público na Copa: 160 227 torcedores em 4 jogos – Média de 40 mil por partida
O Governo do Amazonas contratou a consultoria Ernest Young para desenvolver estudo para identificar o melhor modelo de operação para concessão da Arena da Amazônia. A previsão é que o estudo seja finalizado em agosto para que então inicie-se o processo de concessão do estádio.
(Exame)



