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Mutirão corrige “orelha de abano” em Salvador

A partir do mês de agosto, quem vive em Salvador e no interior  não precisará recorrer a outros estados para realizar  a cirurgia de correção de orelhas em abano  com descontos de 70%, concedidos pelo Projeto Orelinha.
O primeiro mutirão da ONG  Instituto Orelhinha, responsável pleo projeto, chega a capital baiana no dia 1º de agosto, realizando agendamentos de cirurgias para quem sofre com a estética da curvatura das orelhas. Com o desconto, o procedimento que em Salvador chega a custar R$6 mil, será realizado pelo valor de R$1.650, com a opção de parcelar a dívida em até 12 vezes. 
Por ser considerada uma cirurgia meramente estética, a correção das orelhas em abano não é realizada pelo Sistema Único de Saúde e pela maioria dos planos particulares. Por isso, a lista de espera pelo procedimento na capital baiana já chega a 240, segundo informou o coordenador Nacional do Instituto Orelhinha, Marcelo Assis. “Pessoas de várias cidades da Bahia iam para outros estados realizar a cirurgia. A grande procura pelo serviço foi um dos motivos de escolha do estado para receber o projeto”, afirmou. Em Salvador, a Litocenter foi a clínica parceira do projeto, onde serão realizadas as intervenções.
“O valor solicitado pelo projeto para a realização é para o custeio de material e pessoal que participa do projeto. Isso só é possível graças a colaboração de parceiros que viabilizam esforços e descontos para que o serviço chegue a mais pessoas que sofrem com o problema”, continuou Assis. Ele disse ainda que, também através de parcerias com empresas privadas, a ONG possui um fundo financeiro que custeia 100% do valor da cirurgia, nos casos de crianças extremamente carentes.
Embora já tenha data marcada, o mutirão onde são realizados os agendamentos ainda não tem local definido. Quem tiver interesse em realizar o procedimento, pode fazer um précadastro  através do site da instituição ou dos telefones 4062-0607, para  Salvador e 0800-718 7804 para o interior do estado.
Por meio da inscrição nos canais de comunicação os interessados recebem informações sobre data, horário e local dos mutirões, primeiro passo para a realização das cirurgias, que geralmente são agendadas quinze dias após a primeira reunião.
 Em todo o Brasil, mais de trinta médicos participam do projeto, que realizam até sete procedimentos por dia, em cada estado onde a ONG atua. Com a chegada do serviço a Salvador, a demanda do estado, que antes era atendida em Campinas, sede do projeto irá diminuir. “ Há dois meses fizemos a cirurgia em um rapaz de Paulo Afonso. A situação era um incomodo tão grande para ele, que preferiu viajar dois dias de ônibus até Campinas a esperar a chegada do projeto em Salvador”, conta Assis, ressaltando que a questão estética das orelhas, geram casos graves de bullying.
(Tribuna)

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