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DEM e PSB minimizam debandada de prefeitos na Bahia

As debandadas dos prefeitos e dos partidos ainda repercutem no meio político. O coordenador do programa de pré-campanha da senadora Lídice da Mata (PSB), deputado federal Domingos Leonelli (PSB), e o articulador da pré-campanha do ex-governador Paulo Souto (DEM), prefeito ACM Neto (DEM), seguiram na mesma linha de raciocínio e o utilizaram do mesmo exemplo.

Ambos rememoram campanhas em que candidatos governistas possuíam cerca de 300 alcaides favoráveis e mesmo assim perderam a eleição para a oposição.

“A tendência dos prefeitos é acompanhar quem está no poder. Isso é uma lógica antiga. Souto estava com o mesmo terreno em 2006 e mesmo assim Wagner ganhou a eleição”, alegou Leonelli.
Já sobre a questão de ter uma pessebista com voto declarado a Costa, como é o caso de Maria Quitéria, de Cardeal da Silva, Leonelli argumentou que o partido tomará uma postura sobre o assunto. “Ainda não debatemos, mas a Executiva vai se pronunciar”, garantiu.
Já ACM Neto (DEM), em encontro com jornalistas, fez questão de lembrar do processo eleitoral de 1986, quando Josaph Marinho, no mesmo patamar de Souto, foi vencido por Waldir Pires. Mas o demista ainda acredita na indecisão dos chefes do Executivo. “Tem muito prefeito em cima do muro”, lembrou.
A debandada de partidos da base do governo foi assunto também comentado pelo governador Jaques Wagner (PT) em entrevista à rádio Tudo FM nesta semana. Ele negou o fato. “Na verdade não tem debandada. Marcos Medrado e Luiz Argôlo continuam nos apoiando [pelo SDD]”, alegou.
Quando questionado sobre o PSB, um dos pilares do seu governo, lembrou do passado difícil da senadora Lídice da Mata (PSB), hoje sua opositora. “Ela, infelizmente, saiu. Foi muito massacrada [quando assumiu a prefeitura de Salvador] por esse partido [DEM] que está aí querendo voltar. Mas, ela seguiu uma linha que é do nacional. Essa é uma candidatura que está na oposição, mas que nós temos uma ligação. A saída de Lídice foi uma contingência”.
Sobre a possível saída do PR, Wagner salientou que o caso é de proporção nacional. “Vamos aguardar a decisão”, disse. 

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