NotíciasSem categoria

Reservatórios do Nordeste estão em estado de alerta

A situação dos reservatórios da Região Nordeste é a que mais preocupa neste momento o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), afirmou sexta-feira (29) o diretor do órgão, Hermes Chipp.
Hoje, os reservatórios da hidrelétrica da região operam com capacidade de armazenamento de 22,05%, a mais baixa de todo o País. Essa questão vai, até mesmo, ser um dos temas da próxima reunião do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), na quarta-feira, em Brasília. Nessa reunião, Chipp informou que o ONS vai propor a manutenção do alto nível de intercâmbio de energia para o Nordeste, ou até elevar um pouco mais. A ideia é reduzir a geração hidrelétrica na região para evitar que o nível dos reservatórios reduza ainda mais.
— Mas essa é uma decisão que vai ser tomada pelo CMSE. Vamos propor isso.
O executivo disse que a situação das outras regiões do País é confortável neste momento. Hoje, o intercâmbio de energia para a Região Nordeste é de 3 mil MW médios.
Sob controle
Apesar do baixo nível dos reservatórios do Nordeste, Chipp descartou que isso represente um risco de um novo apagão para o País. Além de contar com as térmicas, o diretor-geral do ONS disse que as chuvas já estão ocorrendo, inclusive no Nordeste.
— Já está chovendo na cabeceira do Rio São Francisco.
É na Bacia do Rio São Francisco que estão localizadas as principais hidrelétricas da região, operadas pela estatal federal Chesf.
Adicionalmente, Chipp também comentou que já está chovendo no Tocantins e também no subsistema Sudeste/Centro-Oeste. As chuvas dos últimos cinco dias elevaram o chamado nível de afluências (volume de água que efetivamente ingressou nos reservatórios das usinas), superando a média histórica para o período. “Para se ter uma ideia, as afluências das Regiões Sudeste/Centro-Oeste passaram de 60% a 70% para 115% e 120%, nos últimos cinco dias. Em alguns lugares, já chega a 130%”, comentou o executivo.
Ajuste
A melhora na situação hidrológica vai levar a uma redução no nível dos despachos das termelétricas, hoje em torno de 13,1 mil MW médios.
— No PMO (Programa Mensal de Operação) de dezembro, deve reduzir um pouco.
Mas o executivo ressaltou que essa queda não será acentuada em função da nova metodologia de cálculo de preço da energia no curto prazo (PLD), que elevou de forma estrutural o chamado custo marginal de operação (CMO) do sistema.
— Aquela festa de um CMO a R$ 15/MWh ou a R$ 18/MWh acabou.
A nova metodologia de cálculo do PLD passou a incorporar o custo do despacho das térmicas, o que aumentou de forma estrutural o seu valor.
Com isso, Chipp explicou que o despacho térmico tende a ser mais constante ao longo do tempo e a um custo menor para os consumidores, uma vez que é muito pouco provável que as térmicas a óleo combustível e diesel, mais caras, sejam acionadas.
(R7)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *