Vigilantes cruzam os braços e agências bancárias ficam fechadas em Salvador

Segundo informações do Sindivigilantes, sindicato que representa a categoria, a decisão dos trabalhadores foi tomada porque as empresas estão descumprindo a lei que as obriga a pagar 30% da taxa de periculosidade da profissão.
A paralisação afetou o funcionamento de muitas agências bancárias em Salvador e pegou clientes de surpresa.
A categoria promete paralisar as atividades em entidades como hospitais e escolas, a partir desta quarta-feira (27/2). Uma manifestação está marcada para as 7h, em frente ao Iguatemi.
“Tinha que resolver problemas com meu cartão de crédito, mas não sabia dessa paralisação. Sai de tão longe para chegar aqui no Comércio e o banco estava fechado. Mas como os bancos lidam com dinheiro, é preciso ter segurança sim.”, lamentou a aposentada Íris Lima, que estava entrando no Banco do Brasil, no bairro do Comércio.
Em dezembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 12.740/2012, que estende o adicional de 30% de periculosidade aos vigilantes e seguranças privados, devido ao risco de roubos ou outras espécies de violência física.
“O motivo da greve é que as empresas precisam nos pagar essa taxa desde dezembro de 2012, quando a lei foi sancionada e eles só querem nos pagar em 2014”, explicou o presidente da categoria, José Boaventura.
Segundo o Sindivigilantes-Ba, algumas empresas já se manifestaram em relação a paralisação, oferecendo o pagamento na primeira semana do mês de março, caso suspendam a greve. Entre elas estão a Vipac, MAP, MF, MJR Prosegur, Escolta VIP e a Java.
Em protesto, os trabalhadores realizaram uma passeata na avenida Sete de Setembro rumo ao bairro Comércio, deixando o trânsito lento. A reportagem de Tribuna constatou que as unidades bancárias só estavam com os caixas eletrônicos disponíveis. Agências do Bradesco, Banco do Brasil, HSBC e Caixa Econômica não tinham atendimento ao público.
A decisão da greve foi tomada depois de uma rodada de negociação, sem sucesso, entre as empresas e os trabalhadores na segunda-feira (25). A greve, que reúne cerca de 35 mil vigilantes em todo o estado, atinge estabelecimentos como hospitais, escolas, shoppings, bancos, entre outros.
Bancos
Por conta da greve, o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes, disse que a recomendação é de que os bancos suspendam o funcionamento durante a greve, mas a decisão fica por conta de cada instituição.
A assessoria do Sindicato dos Bancários lembrou, porém, que a lei federal de nº 7.102/83 estabelece que, para prestar atendimento a unidade bancária deve ter, no mínimo, dois vigilantes.
(Tribuna da Bahia)

