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Mudanças no secretariado de Wagner ficam mesmo para depois do carnaval

O anúncio da adesão do PSC à base de sustentação do governador Jaques Wagner confirma a possibilidade de mudanças pontuais na estrutura do Executivo, conforme sugeriu o próprio comandante do Palácio de Ondina.
Mesmo que não envolva uma indicação para o primeiro escalão, a adesão dos social-cristãos mostra que, além das alterações para abrigar correligionários do PCdoB, conduzidas pelos comunistas, são possíveis rearranjos para abrigar aliados que clamam por mais espaço como o PDT.
Durante a semana, Wagner reafirmou que as mudanças não seriam significativas, apenas pontuais. “Estou muito satisfeitoporque a gente está conseguindo manter o grupo unido. O problema é que as pessoas querem criar uma pauta. Eu estou no meio de um governo. A gente faz reforma ou no primeiro ano, ou quando vira ou quando assume um governo. A qualquer tempo eu posso pontualmente fazer, mas não tem uma reforma”, garantiu.
Esperada desde o final do ano passado, o anúncio das alterações foi adiado reiteradas vezes e, como apontavam as previsões pessimistas, ficou para após o carnaval.
De acordo com interlocutores ligados ao site Política Livre, a pressão da imprensa, tentando antever os passos do governador, também teve influência no processo de adiamento dos anúncios – segundo a publicação, Wagner disse a pessoas próximas estar pouco confortável com a situação.
Por enquanto, as principais apostas para mudanças passam pelas secretarias de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza (Sedes), de Relações Institucionais (Serin) e a de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Sem titular desde o afastamento de Carlos Brasileiro no período de desincompatibilização, a Sedes está sob coordenação de uma secretária interina que poderia ser efetivada ou então substituída pelo atual titular da Serin, Cézar Lisboa, ou pela ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho – ambos não falam sobre o assunto.
Caso Lisboa seja realocado, sua função poderia ser ocupada pelo líder do governo na Assembleia, deputado Zé Neto (PT), ou mesmo o ex-secretário da Fazenda, Carlos Martins, muito próximo ao governador e sem cargos após a derrota na corrida pela prefeitura de Candeias.
A Sedur, cujo titular, Cícero Monteiro, goza de boas relações com Wagner, pode abrigar o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, que demonstrou força política ao conduzir a eleição da sucessora, Maria Quitéria (PSB), na direção da União dos Municípios da Bahia (UPB).
Sem pistas, porém, o governador deixa a decisão final – se é que há uma – para após a folia de Momo.

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