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Câmara de Vereadores inaugura camarote no circuito da Avenida

“A Câmara é a casa do povo”. Partindo desta máxima, a proposta do Camarote da Câmara Municipal de Salvador, inaugurado oficialmente nesse sábado (9/2), no circuito Osmar (Campo Grande) é de servir como um espaço extensivo à Casa Legislativa, mas de dentro do carnaval, como ocorre todos os anos.
No Camarote da Câmara o povo pode realizar qualquer tipo de denúncia relacionada à exploração infantil, violência contra a mulher, ou ainda qualquer tipo de preconceito seja ele racial ou sexual.
“A Casa Legislativa é um espaço do povo. Então nada mais justo do que acolher as dificuldades e denúncias da população mesmo no período do carnaval”, disse o presidente Paulo Câmara.
O vereador Geraldo Jr. (PTN), em visita ao Camarote da Câmara, destacou algumas mudanças que podem melhorar o Carnaval de Salvador. 
Segundo ele, a Câmara precisa participar ativamente do Conselho Municipal do Carnaval. “Temos que ter um vereador dentro do Conselho e escolhido em Plenário. A presença da Câmara neste órgão significa mais transparência”, afirmou.
Outro ponto assinalado pelo vereador Geraldo Jr. foi a negociação que envolve a posição na fila para desfilar. “Quem desfila na frente tem muitas vantagens e precisa respeitar o horário, não prejudicando as demais atrações. É importante fiscalizar e multar quem atrasa o desfile”, observou.
Carballal propõe seminário
Realizar um seminário envolvendo os vereadores da Câmara Municipal de Salvador, o Conselho do Carnaval, além do Executivo e dos órgãos envolvidos diretamente com a organização do Carnaval de Salvador foi uma das sugestões do vereador Henrique Carballal (PT).
Ele criticou a forma que estão sendo instalados e utilizados os camarotes nos circuitos da festa. “Eu não tenho nada contra quem quer ganhar dinheiro com o Carnaval. Mas precisamos buscar soluções para banir os especuladores de plantão, ‘os gigolôs da festa’ que estão usando artistas, verdadeiros ‘âncoras’ do Carnaval, para atrair o público em festas privadas dentro destes espaços. Temos que, em parceria com o poder público, mudar a lógica dos camarotes. O Carnaval é uma festa de rua, um patrimônio do povo e deve permanecer desta maneira”, assinalou Carballal.
Henrique Carballal também defendeu a revitalização do circuito Osmar (Campo Grande), que segundo ele está “esvaziado”.
Soldado Prisco reclama
“A minha expectativa era a melhor possível para o carnaval, mas a verdade é que os direitos dos policiais militares (PM) não estão sendo respeitados”, desabafou o vereador Soldado Prisco (PSDB). Ele declarou que desde a quinta-feira (7), primeiro dia oficial do Carnaval de Salvador, ele esteve fiscalizando as condições de trabalho nas quais estão operando os policiais militares que participam das equipes de segurança durante o carnaval.
De acordo com o vereador, durante a vistoria constatou alojamentos sem infraestrutura adequada, além de trabalhadores insatisfeitos com o pagamento de diárias de valor insuficiente.
O vereador Trindade (PSL) defendeu que a iniciativa privada seja responsável por uma maior parte dos custos da festa de momo de Salvador. Ele entende que o Governo Estadual e a Prefeitura devem reduzir os custos com a infraestrutura, que devem ser repassados para a iniciativa privada.
“No Rio de Janeiro, por exemplo, o Carnaval de rua está ganhando força a cada ano e quem custeia grande parte da infraestrutura da festa é a iniciativa privada. O modelo está dando certo e Salvador tem que lucrar com a festa, não apenas gastar, como tem ocorrido. Os investimentos da iniciativa privada ainda são modestos”, afirmou Trindade.
Para a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), ouvidora da Câmara, a Casa tem que assumir o seu papel de protagonista da festa, colaborando conforme o seu poder, que é legislativo. “Existe no Carnaval de Salvador um apartheid que incomoda e tem ainda a ocupação dos espaços públicos por empresas que lucram, e muito, com a festa. A espontaneidade está sendo perdida. Temos que mudar este modelo”, destacou Aladilce.
O vereador Claudio Tinoco (DEM) deu ênfase à sua preocupação no que diz respeito à segurança dos foliões no Carnaval de Salvador. Ele apontou os “apagões” ocorridos na quinta-feira (7), no circuito Dodô (Barra-Ondina) e que duraram mais de meia hora e a queda de uma foliã que estava em um trio elétrico.
Para o vereador, a Casa Legislativa tem o dever de apurar estas ocorrências que colocam em risco à população, não só da capital baiana, como de várias partes do país que vai às ruas de Salvador durante a folia momesca.

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