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Vereadores disputam presidência da Casa

Embora falte quórum para manter as sessões e garantir a votação das contas municipais de 2010 na Câmara de Salvador,  vereadores eleitos e reeleitos estão em plena atividade, com vistas à eleição para a presidência da Casa, em janeiro. A vitória de ACM Neto (DEM), que vitaminou candidaturas governistas, inviabilizou planos da oposição de lançar candidato da esquerda e fortalece a estratégia de apoio  a candidaturas aliadas. Apesar da disputa, o consenso não está descartado.
A derrota do PT minou as chances de Henrique Carballal (PT), tido como preferido para a presidência da Casa pelo ex-candidato a prefeito Nelson Pelegrino (PT), embora tenha sido o menos votado entre os vereadores eleitos pelo partido. Carballal hoje teria dificuldades entre os próprios companheiros de bancada, alguns dos quais não “engoliram” a sua suposta atuação a favor da aprovação de projetos do prefeito João Henrique (PP) e  atribuem a isso parte do custo pago pelo PT no pleito.
Articulações – Com a segunda maior bancada na Casa e a maior do governo, o PTN tem três pré-candidatos: Carlos Muniz – do alto dos seus quase 17 mil votos, maior votação na Câmara -; Geraldo Jr., com o apoio declarado do prefeito João Henrique (PP) e da primeira-dama, Tatiana Paraíso, além de melhor trânsito entre as bancadas; e Alan Castro, com o apoio do deputado Alan Sanches (PSD), que reflete o empenho do novato Duda Sanches (PSD) e do grupo de reeleitos Davi Rios (PSD), Alemão (PRP) e, indiretamente,  do pastor Luciano (PMN), que não concorreu à reeleição mas elegeu a esposa, Cátia Rodrigues (PMN).
A vitória de Neto também fortalece o nome de Paulo Câmara (PSDB), no 3º mandato e sobrinho do ex-prefeito  Antônio Imbassahy (PSDB). Estima-se que a eleição de Câmara facilitaria a vida de Neto na definição de espaço para aliados tucanos no seu governo. Para Geraldo Jr., apesar dos nomes colocados, estão descartadas rachas no partido. “A legenda cresceu pela unidade e saberá avaliar quem tem mais condições de agregar”, diz, desprezando rumores de que Castro estaria em rota de colisão com o grupo, por entender que o presidente estadual da legenda, João Carlos Bacelar, privilegiou os dois companheiros na campanha. Castro e Bacelar não foram localizados nesta quinta.
Para Gilmar Santiago (PT), a tendência é que a oposição apoie uma candidatura aliada e amplie os 11 votos que possui (sete do PT , dois do PCdoB e dois do PSB). “Numericamente, temos condições de eleger um presidente que represente o processo de renovação definido pelo eleitorado”, avalia. Para isso, a oposição contaria com o PDT, PSC, PSL, PRB, PSB e mesmo o PSOL.   Apesar  da disputa entre governo e oposição, uma candidatura de consenso é possível. Seria a forma de garantir à oposição lugar na mesa diretora como acontece atualmente: Olivia Santana (ouvidora), Moisés Rocha (2º secretário) e Alcindo Anunciação (corregedor).

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