Aprenda a economizar combustível

Com a gasolina custando quase R$3, os motoristas soteropolitanos estão na busca da melhor maneira de economizar. Na escolha entre abastecer com gasolina ou álcool, para quem possui carro flex, surge a dúvida: Qual oferece mais vantagens para o motorista e para o veículo?
Diferente do que pensa a maioria da população, pesquisas apontam que os dois tipos de combustível são equivalentes ao bolso, mas possuem diferenciais importantes, entre eles a emissão de gases para o meio ambiente. Independente da escolha, especialistas afirmam que estar em dias com a revisão do motor, fugir dos engarrafamentos e dos asfaltos irregulares e abastecer da maneira correta são algumas atitudes que podem ajudar na economia.
Para quem preza o cuidado com o meio ambiente o álcool é a melhor escolha. Além de ser um produto renovável, no bolso, o gasto é quase o mesmo que o dispensado com gasolina. Com o teor energético menor do que os derivados do petróleo, o álcool, por lei, só pode custar até 70% o valor da gasolina. “O álcool é um combustível que poderia custar mais em conta, mas o aumento da utilização da substância no mundo inteiro fez valorizar o produto”, explicou o coordenador do Centro Interdisciplinar de Energia e Ambiente da Faculdade Politécnica da Universidade Federal da Bahia, Ednildo Torres.
Segundo ele, testes realizados no Laboratório de Energia e Gás da UFBA mostram que o consumo do álcool se aproxima ao da gasolina. “Um veículo que faz 12 km por litro de gasolina, nas mesmas condições, roda 9 km se abastecido com álcool”, exemplificou. Para ele, a diferença entre os valores, sendo a gasolina mais cara, acaba sendo equivalente já que o combustível renovável possui menor teor energético.
De acordo com o especialista, as pessoas têm a impressão de que o álcool é consumido muito mais rápido porque o uso do combustível exige que o motorista vá mais vezes ao posto abastecer. “As pessoas não enxergam que o combustível oferece menos quilômetros rodados, mas também custa mais barato. O brasileiro ainda vive sob a cultura da gasolina”, ressaltou Ednildo, afirmando que ainda há muita desinformação entre os motoristas sobre o assunto. Segundo ele, um dos mitos comuns entre os proprietários de veículos é acreditar que a gasolina aditivada tem potencial econômico de consumo.
“O único diferencial da gasolina aditivada é que ela possui aditivos que atuam na limpeza do cilindro do motor, além de dispersar resíduo acumulado, sem nenhuma influência direta no teor energético”, salientou o especialista.
Dicas
Cuidados com o veículo e a mudança de hábitos no volante também podem contribuir para economizar. Pesquisas mostram que as condições do asfalto e o trânsito lento influenciam para o aumento do consumo.
O mecânico Odenis Oliveira também alerta vícios ao volante que fazem com que o veículo “beba” mais do que o necessário. “Às vezes as pessoas dirigem na marcha inapropriada para a velocidade do veículo e isso faz com que o motor precise de mais combustível para se locomover”, alertou o proprietário da Oficina Checar, localizada na Boca do Rio. Segundo ele, este tipo de erro é muito comum entre as pessoas que possuem veículos de câmbio automático.
O mecânico também alerta para a importância da revisão do motor do veículo. “É comum as pessoas chegarem a oficina se queixando do alto consumo de combustível do veículo e, na maioria das vezes, o problema é proveniente da falta de manutenção nas velas e no filtro de ar”, completou.
Outra maneira de evitar o grande consumo de combustível, no caso de carros flex é abastecer com 60% de gasolina e 40% de álcool, segundo orientou Ednildo. Regular periodicamente o motor, medir os índices de gases poluentes, acompanhar o volume de calibração do pneu e observação as mudanças no barulho habitual do veículo são algumas precauções que podem ajudar os motoristas a fugirem do alto gasto com combustível.

