União dos trabalhadores do campo e da cidade: MST-BA 25 anos

A direção da CUT-BA e do Sindilimp-BA estiveram presentes no dia 6 de setembro em Alcobaça (BA) para comemorar os 25 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na Bahia (MST).O MST na Bahia comemora 25 anos de fundação, a partir do surgimento do assentamento 40/45, no município de Prado, no Extremo Sul da Bahia. Naquela data, em 1987, 600 famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais iniciaram uma jornada de luta que permanece 25 anos depois com um número expressivo de novos pequenos agricultores, com um único objetivo: a implantação da reforma agrária, e com ela o desenvolvimento socioeconômico do campo.
O MST nasceu durante a realização do Primeiro Encontro Nacional, realizado entre os dias 21 e 24 de Janeiro de 1984, na cidade de Cascavel, Estado do Paraná. No Brasil começava, a partir desse primeiro encontro, uma trajetória de luta que hoje se espalha por 23 estados brasileiros. Com a deliberação de massificar a luta, o MST se difundiu pelos estados do Brasil, chegando à Bahia três anos depois. A reforma agrária, mas que uma bandeira, é a razão de viver desse movimento, que reúne em seu bojo, trabalhadores e trabalhadoras que querem justiça social e soberania alimentar.
Na Bahia, a primeira ocupação do MST, composta por 600 famílias, foi feita em uma área da empresa multinacional Floriba. O Assentamento 40/45 foi o batismo da luta pela reforma agrária na Bahia. Uma luta que se estende até hoje. Que mobiliza não mais dezenas, mas milhares de famílias de trabalhadores rurais. Que desafia o agronegócio, o latifúndio, e luta pelo desenvolvimento no campo. Agora esse assentamento, como o próprio MST na Bahia, completa 25 anos.
De lá para cá o MST cresceu e se tornou referência da luta pela terra. Mais de 45 mil famílias já foram assentadas nesses 25 anos na Bahia. Contudo, existem pelo menos outras 25 mil famílias que vivem sob a lona preta dos barracos dos sem terras, à espera da reforma agrária. A reforma agrária é uma necessidade imperiosa não só para essas famílias que ainda vivem sob a lona preta, mas para o próprio desenvolvimento social do campo.
Se hoje existem fortes motivos para se comemorar os 25 anos do MST na Bahia, a partir do seu ponto de partida, o Assentamento 40/45, ainda há muito que lutar. E a luta pela reforma agrária é um direito de todo trabalhador do campo por um Brasil cada vez mais justo, onde a igualdade dos direitos seja respeitada, e as pessoas tenham o mínimo de condições e oportunidades para crescerem.
Lutar não é crime! E os que são a favor da reforma agrária lutam, antes de tudo, pelos direitos de todos aqueles que querem uma vida mais digna e contra as desigualdades sociais.

