Termina a greve dos bancários no setor privado

Os bancários do setor privado aprovaram, por unanimidade, a proposta apresentada pela federação dos bancos (Fenaban) na noite dessa quarta-feira (26/9), e decidiram encerrar uma greve que durava nove dias, segundo informou o Sindicato dos Bancários da Bahia (SBBA).
Os funcionários de bancos privados voltam ao trabalho nesta quinta-feira (27). Contudo, os bancos públicos – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste – decidiram votar pela permanência da paralisação. A deliberação aconteceu durante assembleia realizada no ginásio de esportes dos Bancários da Bahia, na Ladeira dos Aflitos.
A proposta aprovada pelos bancos privados prevê reajuste salarial de 7,5% (aumento real de 2,02% pelo INPC), aumento de 8,5% do piso salarial e dos auxílios-refeição e alimentação, além da ampliação em 10% dos valores pagos referentes à participação dos trabalhadores nos lucros.
“Queríamos muito mais. Não foi o ideal, mas conquistamos avanços fundamentais, que só foram possíveis graças à forte mobilização da classe”, disse à Tribuna Euclides Fagundes, presidente do Sindicato na Bahia.
Segundo o sindicato, o Comando Nacional dos Bancários garantiu, junto à federação dos bancos, que não será descontado nenhum dia dos trabalhadores em greve. Pela proposta da Fenaban, não haverá desconto e sim compensação dos dias parados no máximo até 6 de dezembro.
Bancos públicos
Os clientes das agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste na Bahia continuam nesta quinta-feira sem poder executar seus serviços bancários.
Na assembleia realizada pelo sindicato dos bancários, apenas os bancos privados decidiram aceitar a nova proposta da Fenaban e dar fim à greve, que teve início na semana passada.
Os bancos públicos continuam em negociação. De acordo com Fagundes, há propostas específicas da Caixa e dos bancos do Brasil e do Nordeste que serão debatidas com a federação dos bancos. Segundo o SBBA, não há previsão de acordo.
Conforme Fagundes, a greve deste ano teve intensidade maior que a registrada em 2011. “No ano passado, foram 21 dias de paralisação e conquistamos aumento real de 1,5%. Agora, conseguimos aumento real pouco superior a 2%”, disse.(TB) (fotos Visão Cidade)



