PT pode ser coadjuvante nas 10 principais capitais

A pesquisa Ibope divulgada segunda-feira em Recife demonstrou a queda da última candidatura petista que liderava as pesquisas de intenção de votos nas 10 capitais com os maiores eleitorados do país, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O senador Humberto Costa, que virou candidato depois de um racha dentro do PT e do rompimento da aliança com o PSB, foi ultrapassado por Geraldo Julio (PSB), candidato indicado pelo governador Eduardo Campos. Dono de uma ampla aliança e do maior tempo de TV em Recife, Julio vive uma arrancada surpreendente. Após dois meses de campanha, o socialista saiu de 16% para a liderança, com 33% das intenções de voto – oito pontos percentuais de vantagem sobre Costa, que aparece com 25% do total, de acordo com a pesquisa Ibope divulgada no dia 03 de setembro.
Entre essas 10 cidades, o PT possui candidatos próprios em sete – São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife e Porto Alegre – e governa duas, Fortaleza e Recife. Coincidentemente, a escolha dos atuais candidatos nas duas capitais do Nordeste foram tumultuadas e culminaram no rompimento da aliança com o PSB, que optou por indicar candidaturas próprias em ambas as cidades.
No Ceará, o PT governa há oito anos com a atual prefeita Luizianne Lins (PT), que escolheu Elmano de Freitas, seu secretário municipal de Educação, como candidato da legenda.
Como o PSB, do governador Cid Gomes, preferia uma chapa encabeçada por outro petista, o atual secretário de Cidades do Estado, Camilo Santana (PT), a aliança com o PT foi rompida e o partido então optou por lançar Roberto Cláudio (PSB) em uma chapa separada de seu antigo aliado.
Com o racha, ambas as candidaturas se enfraqueceram e, de acordo com a última pesquisa Vox Populi divulgada no dia 29 de agosto, Freitas e Cláudio aparecem na segunda e terceira colocação, respectivamente, com 13% e 12% do total de intenções de voto, enquanto Moroni Torgan (DEM) lidera com folga, com 26% do total.
“O desempenho do candidato petista é reflexo também da grande rejeição à prefeita Luizianne Lins”, afirma o cientista político Paulo Kramer.
(Jornal do Brasil)

