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Eleições: a contragosto, Dilma sai em socorro do PT

A presidente Dilma Rousseff, no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 2012
A presidente Dilma Rousseff mudou de ideia. Exatamente um mês depois de pedir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que avisasse à direção do PT que sua participação nas eleições deste ano seria mínima, Dilma começa a refazer a agenda, abrindo espaço para subir no palanque de candidatos petistas a prefeito pelo país. O objetivo: socorrer o PT do pífio desempenho nas capitais.
A antiga desculpa de que não participaria tão intensamente da eleição para preservar a relação com a base aliada do governo no Congresso caiu por terra. Só nesta semana, Dilma avisou às campanhas de Nelson Pelegrino (PT), em Salvador, e de Patrus Ananias (PT), em Belo Horizonte, que deve participar de atos nas cidades nos próximos dias. 
Traição – Em Salvador, a liderança do deputado ACM Neto (DEM) na disputa pela prefeitura fez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocar a cidade em sua lista de prioridades deste ano. Lá, o candidato do PT, Nelson Pelegrino, está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.
Dilma tomou a decisão de desembarcar na capital baiana ainda no primeiro turno depois de o PMDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que é oposição ao PT na Bahia, disparar que estava sendo “traído” pela presidente. Na segunda-feira, ela foi a estrela do programa eleitoral na televisão do candidato petista.
Logo que souberam da estreia de Dilma na campanha de Salvador, os líderes do PMDB baiano começaram a sinalizar ao DEM que apoiarão a candidatura de ACM Neto – que lidera as pesquisas – no segundo turno, caso o candidato da legenda, o ex-prefeito Mário Kestéz, que não saiu de um dígito nas pesquisas de intenções de voto, não passe do primeiro turno.
(Veja)

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