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Situação dos rios da Bahia é crítica

A situação dos rios no estado é crítica, principalmente na região do semiárido, do Rio São Francisco, sem chuva há três anos. Na Barragem de Pedra do Cavalo, que abastece Salvador e Feira de Santana, a vazão está sendo reduzida.
“Precisamos usar a água de forma correta, sem desperdício. A orientação é racionalizar, não temos água para jogar fora”, disse o superintendente de Políticas de Planejamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Edison Ribeiro, quando participava da abertura do III Encontro de Formação com Educadores Ambientais das Unidades Regionais (URs), que teve início na terça-feira (28/8) e termina nesta quinta-feira(30), na sede da Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia (Cerb).
Para se ter uma ideia da parte hidrográfica do estado, as principais bacias do território baiano são a do Rio São Francisco, a bacia do Rio Paraguaçu, a bacia do Rio Subaé, a bacia do Rio de Contas, a bacia do Rio Jequitinhonha, a bacia do Rio Jequiriçá e a bacia do Rio Mucuri.
De acordo com a geografia do estado, o curioso é que a maioria dos rios baianos tem a foz no próprio litoral baiano, a principal exceção é o rio São Francisco. O estado da Bahia conta com 26 Regiões de Planejamento e Gestão das Águas (RPGA), apresentando como caráter inovador nove unidades compartilhadas com outros estados.
De acordo com Ribeiro há duas grandes regiões que são banhadas por rios: a do semiárido, que compreende o Rio São Francisco, com três anos de seca devido à falta de chuva e a do Atlântico Norte, ou seja, destes rios que têm a foz no litoral.
“Problema sério está ocorrendo não só com os rios como nos reservatórios, com grande baixa, que atingem a região de Irecê, Guanambi e Vitória da Conquista”.
O ambientalista conta que uma das soluções urgentes seria o projeto de adutoras, o que o governo estadual já vem fazendo, mas precisa ser intensificado com o apoio mais amplo de todos os segmentos.
Ribeiro cita o exemplo da região oeste, onde há grande volume de água, que poderia ser transferida para outras regiões neste sistema de adutoras.
Armazenamento
Como o semiárido é a região mais castigada, ele salienta que o armazenamento e distribuição é a alternativa de se implementar uma política de captação de água de chuvas e distribuição para a adutora.
Por exemplo a adutora de Xique-Xique pode abastecer a região de Irecê e 17 municípios que sofrem problemas de abastecimento.Tem também a adutora da Bacia de Salitre em Juazeiro, que abasteceria outras regiões.
O superintendente disse ainda que para solucionar a situação mais crítica dos rios pode ser feito um sistema de captação através de barragens e cisternas para armazenamento. Ele sugere também que sejam criados planos municipais de meio ambiente para uma maior integração entre governo municipal, estadual e federal. E a maior contribuição da sociedade seria o uso racional da água.
“É importante o bom uso da água, boas práticas e reeducação no consumo, do contrário vamos sofrer com o impacto”, sinalizou.

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