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PMDB diz não fazer escambo como o DEM

Após a tentativa naufragada de unidade dos partidos de oposição que culminou com a apresentação de duas candidaturas a prefeitura de Salvador o clima ainda é de respingos nas relações partidárias, que se eclodem no cenário de acirramento da disputa. Esse é o ambiente entre o PMDB e o DEM que hoje brigam pela cadeira do Palácio Thomé de Souza. 

Ontem, os líderes peemedebistas responderam à provocação do candidato do DEM, ACM Neto, que em entrevista à Tribuna disparou contra o PMDB ao dizer que o partido “aceitava ser apoiado, mas não admitia apoiar”. Diante da acusação, o presidente do PMDB alfinetou Neto ao citar a declaração da liderança nacional do DEM, Rodrigo Maia de que a “aliança do seu partido com o PSDB em Salvador “foi puro escambo”.

Segundo Lúcio, ao contrário do DEM, “a história de apoios do PMDB é baseada em ideias”. O presidente do PT estadual, Jonas Paulo também disse que o PT não terá problema em governar com 15 partidos ao responder a crítica de Neto, referente o “fatiamento” da gestão. 

“Se o preço da unidade era fazer escambo como disse o deputado e ex-presidente do DEM, Rodrigo Maia, o PMDB não iria fazer”, enfatizou Lúcio. 

líder peemedebista disse que o democrata não pode dizer que o PMDB não apoia, quando o partido historicamente apoiou o ex-deputado Luís Eduardo, potencial candidato ao governo no final dos anos 90, a eleição de César Borges ao governo e de Jaques Wagner em 2006. 

“Ele está equivocado. O apoio do PSDB foi trocado, quando o deputado federal Antonio Imbassahy tinha o direito legítimo de ter candidatura. Se isso para ele (ACM Neto) é motivo de orgulho para mim é motivo de vergonha”, criticou Lúcio. 
O dirigente da sigla ironizou ainda a declaração de Neto em relação ao “fatiamento” da gestão. “Ao dizer isso ele elogiou o PMDB que não recebeu apoios por garantias de cargos porque para nós Salvador precisa de gestão. Ele cita o PT e, no entanto ele vai dividir (o governo) por cinco”, completou.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima também rebateu o democrata em seu microblog: “O critério de ACM Neto para ter unidade das oposições era que déssemos declaração pública de apoio a sua candidatura a governador em 2014”, disse.  Geddel disse que Neto “quer usar a prefeitura como trampolim para chegar ao governo. 
“E com isso não concordamos. Na situação que está Salvador precisa-se de um prefeito em tempo integral”, acrescentou. Segundo o peemedebista, a eleição de 2014 “não é à base de uma negociação política” do PMDB. 
O candidato do PMDB, Mário Kertész que já havia apontado Neto, como o pivô da não unidade da oposição cutucou a juventude e a inexperiência do adversário no programa Balanço Geral, da TV Itapoan.
“Se você tem uma doença muito grave, que é o caso da cidade, você vai buscar um cirurgião experimentado, que conhece profundamente, ou vai fazer uma experiência com quem não conhece? “Eu sou o mais experiente, governei a cidade duas vezes e fiquei 18 anos no rádio ouvindo diariamente os problemas de Salvador, ouvindo a população”, disse em um dos recados. 

A crítica de Neto, relacionada ao fato de o PT ter quinze aliados na corrida ao Palácio foi rebatida de forma irônica pelo dirigente petista, Jonas Paulo: “O governo do Brasil atualmente diferente daquele que ele apoiou (FHC) que deu errado tem uma ampla coligação e é o melhor da história do país. 
Não existem loteamento nem esfacelamento do governo como ocorreu com FHC. Temos um projeto que tem conceito, fundamento, estratégia e programa. O governo que ele (Neto) vai assistir será tão bom e tão eficiente quanto o de Dilma e Lula”, disparou. 

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