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PDT anuncia apoio a Nelson Pelegrino

Depois de apresentar pré-candidatura própria à prefeitura de Salvador, recuar dessa decisão, diante da desistência de sua maior liderança na capital, Marcos Medrado, costurar em seguida um suposto apoio ao DEM, bater firme na possibilidade de indicar o candidato a vice-prefeito na chapa de Nelson Pelegrino (PT) e por último conversar com o candidato do PMDB, Mário Kertész, o PDT caiu nos braços do PT, confirmando o discurso de unidade da base. 
Ontem, o presidente estadual do partido, Alexandre Brust anunciou o que já era previsto: a caminhada ao lado do PT na corrida ao Palácio Thomé de Souza.
Embora os últimos episódios tenham mostrado que o partido ainda estaria jogando com novas possibilidades, numa reação ao fato de o PT ter escolhido o PCdoB para compor a candidatura a vice, Brust disse que a construção em torno de Pelegrino já teria sido viabilizada no último dia 30, antes do diálogo com Kertész.
“Nunca foi problema para o PDT apoiar Pelegrino. Se queríamos, inclusive, indicar o vice, como não iríamos apoiá-lo?”, questionou ao explicar que esse seria um processo natural.
Com o apoio do PDT e do PHS, que também confirmou aliança ao PT, a coligação de Pelegrino completou ontem 15 partidos. 
 
“O PDT é um partido da base e se compõe com os partidos da base. Estamos sendo coerentes com a nossa posição de dentro da base do governo sob a liderança do governador Jaques Wagner. 
O que eu posso assegurar é que nunca descartamos o apoio a Pelegrino”, ressaltou o dirigente pedetista na Bahia. Segundo ele, anúncio só foi possível ser feito ontem por causa da discussão em torno das alianças proporcionais. “O que houve foi uma discussão interna muito dura sobre a proporcional. Como tínhamos 65 candidatos, não deu para conseguir o consenso facilmente. 
Tivemos que montar, já que a maioria é militante e quer carregar a sua bandeira. Não podíamos anunciar sem antes resolvermos essa questão”, afirmou. Depois do debate que, conforme Brust teria acontecido no dia do Dois de Julho, a maioria decidiu sair sozinho, ou seja, sem coligação.  
 
“Renúncia foi unilateral”
 
Questionado sobre o projeto de candidatura própria, tão divulgado pelo partido, Brust reconheceu que desde o início o partido se firmava com a postulação do deputado federal Marcos Medrado. “Porém houve uma renúncia unilateral de Marcos Medrado que disse sair só como vice”, frisou. 
O líder do PDT justificou que, como a sigla não conseguiu sugerir o segundo nome na chapa de Pelegrino, foi preciso sentar à mesa para debater as propostas e programas. “Temos como prioridade os pontos básicos da saúde e da educação.  Educação e acesso de todos à saúde”, enfatizou.   
 
Brust minimizou a tentativa de negociação com o PMDB. Kertész deixou o cortejo do Dois de Julho para conversar com a cúpula pedetista sobre uma aliança eleitoral. “Conversei com Carlos Lupi (presidente nacional do PDT) e ele disse que houve uma conversa com Geddel (líder peemedebista), mas ressaltou que a nossa composição era com o candidato do PT”, resumiu.   
O certo é que o fechamento em torno do PT em Salvador envolveu o comandante da sigla em âmbito nacional, Carlos Lupi. A costura final foi feita pelo próprio candidato petista em um encontro com Lupi ontem em Brasília.
“Estou muito feliz, pois o PDT faz parte da base. O partido vinha conversando conosco e hoje nós completamos essa aliança. Trata-se de um partido importante com dois vereadores, Odiosvaldo Vigas e Gilberto José e deputados estaduais, como o presidente da Assembleia Marcelo Nilo. Eles vão dar uma grande contribuição ao programa. Vamos todos unidos por Salvador”, enfatizou.

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