Rússia e China reforçam oposição à intervenção na Síria

O presidente russo Vladimir Putin chegou nesta terça-feira a Pequim para participar da cúpula anual da Organização para a Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês). O grupo, integrado por países da Ásia Central, Rússia e China, tem como principal objetivo discutir questões de segurança que, no atual momento, têm como foco principal a preocupação da comunidade internacional com os conflitos na Síria e com o programa nuclear do Irã.
China e Rússia têm sido contra a pressão da comunidade internacional por intervenções diretas no regime sírio. Nesta terça-feira, o porta-voz da chancelaria da China, Liu Weimin, disse que os dois países continuam “a se opor à intervenção externa na Síria e à mudança do regime mediante força militar”. A Rússia é a aliada do regime sírio desde os tempos de União Soviética. Já a China teme defender uma posição que seria contrária ao que ela mesma faz com regiões como o Tibete e Xinjiang, locais de grandes conflitos étnicos, mas que continuam sob o regime chinês.
Durante o evento em Pequim, Putin terá a oportunidade de se encontrar com o presidente iraniano Mahmud Ahmadineyad e discutir sobre as negociações em Moscou sobre o programa nuclear iraniano, marcadas para o próximo mês. Também fazem parte da agenda da SCO encontros de interesses econômicos, principalmente na área de energia. Rússia e China têm o objetivo de firmar acordos comerciais no total de cerca de US$ 100 bilhões para até 2015. A previsão é de que 17 acordos diplomáticos e econômicos sejam firmados na cúpula.
Apesar da aproximação, os dois países ainda têm divergências. A Rússia está claramente incomodada com China, pois a indústria de Pequim copiou modelos de jatos de combate russos e equipamentos militares. Já Pequim quer que Moscou venda gás natural com tarifas mais baratas do que as impostas a importadores da Europa.
(Jornal Floripa)

