Notícias dos EUA e China devem derrubar bolsas mundiais

Perspectivas de crescimento mais modesto nas duas maiores economias mundiais puxam os índices mundiais para baixo. Com exceção da bolsa do Japão, em alta com a perspectiva de desvalorização do iene, as bolsas asiáticas fecharam em queda nesta quarta-feira, refletindo a revisão para baixo na expectativa de crescimento da economia dos Estados Unidos, divulgada ontem pelo Fed, que pesou mais no mercado do que a confirmação da operação de estímulo monetário por parte do Banco Central norte-americano.
Com isso, a Bolsa de Tóquio encerrou em alta pela segunda sessão consecutiva nesta quinta-feira. O índice Nikkei subiu 0,82%, aos 8.824,07 pontos.
Além disso, contribui para a queda das bolsas um levantamento sugerindo desaceleração adicional na produção industrial chinesa. Com isso, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de manufatura da China registrou piora nas condições de negócios, segundo informações preliminares do instituto Markits, em conjunto com o HSBC. No mês de junho, o indicador ficou em 48,1 pontos, resultado inferior ao de maio de 2012, que foi de 48,4 pontos. O indicador continuou abaixo dos 50 pontos.
De acordo com Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, as bolsas europeias e o índice futuro da bolsa norte-americana também caminham em terreno negativo.
Na agenda do Velho Continente os números vieram negativos contribuindo ainda mais para o cenário desanimador. Com isso, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro dos países que compõem a zona do euro caiu a 44,8 pontos no mês de junho, contra registro de 45,1 pontos no mês precedente. Vale lembrar que todo número abaixo de 50 pontos mostra contração. Já o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços nos 17 países que compõem a zona do euro registrou leve alta em junho deste ano, ao passar dos 46,7 pontos, para 46,8 pontos, segundo informações preliminares do instituto de pesquisas econômicas, Markit Economics.
(Jornal do Brasil)

