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João Henrique ensaia entregar PP a Pelegrino

Mesmo depois de o prefeito João Henrique (PP) levantar os braços do deputado federal João Leão, pré-candidato assumido à preferitura de Salvador pelo PP, e dizer que ele é seu candidato, as conversas sobre uma possível aliança do PT com o PP ainda correm solta na Câmara Municipal. 

Sem fazer cerimônia, o líder petista na Casa do Povo, vereador Henrique Carballal, admite que existe, sim, a possibilidade de os progressistas indicarem o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo deputado Nelson Pelegrino. “Você quer mais aproximação? Somos da mesma base do governo Wagner e da mesma base do governo Dilma. Qual o problema em se aproximar?

Reitero o convite, pois essa aliança é fundamental para o que estamos fazendo na Bahia e no Brasil, o que é diferente de votar as contas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse Carballal ao site Bahia Notícias.

A resposta foi ao questionamento de o PP querer apertar os petistas pelo fato de os sete vereadores do partido prometerem votar contra o prefeito quando da apreciação das contas referentes ao exercício 2010 da Prefeitura do Salvador, que chegaram à Câmara com parecer de rejeição por parte do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), indicativo que foi mantido pela Comissão de Finanças e Controle do parlamento municipal.
 

E para dar mais o que falar aos especuladores, coincidência ou não, no próximo dia 28 o titular da Secretaria municipal de Transportes e Infraestrutura (Setin), José Mattos, será agraciado na Câmara com a Medalha Thomé de Souza, maior honraria concedida pelo Legislativo soteropolitano.
 
Detalhe é que o proponente da homenagem é exatamente Henrique Carballal, o líder do PT na Câmara.
No meio progressista, as informações dão conta de que João Leão e o presidente estadual do partido na Bahia, o deputado Mário Negromonte (ex-ministro das Cidades), não estão dispostos a retirar sua candidatura.

Inclusive, essa teria sido a articulação condicionante ao ingresso de João Henrique no Partido Progressista no ano passado, depois que ele ficou sem legenda, em virtude de seu desentendimento com o PMDB, liderado pelos irmãos Viera Lima (Lúcio e Geddel).

(Tribuna)

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