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A GREVE DOS PROFESSORES SEGUNDO LÍLIA DENISE SICOPIRA DE MARAGOJIPE-BA

Lília Denise Sicopira 

Há mais de vinte dias os professores da rede estadual estão em greve por conta do governo do estado não cumprir o acordo firmado: pagamento de 22,22% de reajuste salarial, de acordo com a APLB sindicato, associação que congrega os professores baianos.
A greve é um direito, e é do conhecimento de todos que a educação não só na Bahia, mas em todo pais, sofre uma desvalorização, que vai além da questão salarial e que necessita de medidas urgentes.
O governo do estado diz que o orçamento não sustenta o reajuste pedido. Com a greve considerada ilegal pela justiça, o governo cortou o salário dos professores e estes realizaram a Feira da sobrevivência. O Ministério público se colocou a disposição para mediar o impasse entre a categoria e o governo, mas até o momento sofrem os professores e a população que continua sem aula.
Radicalização, extremismo não resolve problemas, estamos carentes de líderes com habilidade para negociar, minimizar conflitos, com empatia, agora quando se corta os salários dos profissionais mesmo daqueles que não aderiram ao movimento paredista é uma atitude exagerada.
Como sou da APMM (Associação dos Professores Municipais de Maragojipe) e me preocupo com a qualidade do ensino no Brasil, fico preocupada com o prejuízo que os alunos estão tendo, mas também não posso aceitar o não cumprimento do acordo que alimenta o movimento grevista, e como dizia o saudoso Rui Barbosa “Quem não luta pelos seus direitos não é digno de te-los”.
(Maragojipe na Veia)

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