Viva quem tem bajulador


Por Gusmão Neto
Na teoria, a bancada governista serve para defender uma gestão em sua totalidade. Mas na prática isso não ocorre na Câmara de Vereadores de Salvador. Lá, alguns secretários da prefeitura são defendidos com unhas e dentes pelos parlamentares da base. Outros, levam “porrada” da oposição e tudo fica por isso mesmo. A sessão desta quarta-feira (7) no Legislativo municipal comprovou que existem privilégios dentro do grupo de João Henrique. Entenda por quê.
O secretário de Planejamento, Tecnologia e Gestão, Reinaldo Saback, foi alvo de duras críticas durante a sessão e a base governista fez vistas grossas. Ele foi acusado ferrenhamente pelo vereador Adriano Meireles (PR) de estar usando a máquina em benefício próprio em vistas à eleição de 2012 – para quem não sabe, Saback é candidato a vereador. A bancada da situação fingiu que nem estava ali. O discurso de Meireles foi concluído com uma sonora salva de palmas. Até governista aplaudiu de pé. Esse está sem moral.
Já o superintendente da Sucom, Cláudio Silva, parece estar agradando “direitinho” os vereadores. Quando foi criticado pelo petista Gilmar Santiago por querer dar isenção de impostos aos donos de camarotes de Salvador, uma tropa de choque entrou logo em ação para baixar o fogo. Geraldo Júnior (PTN) e Paulo Magalhães (PSC) pegaram logo o microfone para acobertar o superintendente. “Não diga isso de Cláudio. De Cláudio você não pode falar. Esse tem credibilidade. Não fale dele”, defendiam os vereadores, dentre outras bajulações.

