Empresas e faculdades pedem senha do Facebook a candidatos e estudantes

Você costuma postar coisas altamente pessoais e/ou comprometedoras no Facebook, mas se sente seguro porque só deixa que seus amigos próximos tenham acesso? Fique atento..
Muitas empresas e faculdades já pedem há algum tempo o link para o perfil nas redes sociais de pessoas que concorrem a um emprego ou vaga. Mas agora, segundo uma matéria do MSNBC, algumas delas começaram a pedir o login e a senha da conta desses candidatos nos Estados Unidos.
Formulário de candidatura a emprego no departamento de polícia da Carolina do Norte, publicado no site tecca.com. Um dos itens pergunta: “Você tem conta em alguma página web, como Facebook ou Myspace? Em caso afirmativo, liste seu nome de usuário e senha”.
Era o que acontecia com quem se candidatava a um emprego de guarda para o Departamento de Correções do Estado americano de Maryland. Como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, em inglês) reclamou que isso configura invasão de privacidade e limita a liberdade de expressão, a prática foi deixada de lado e substituída por outra.
Agora, os candidatos devem realizar uma tarefa não menos estranha: fazer o login e navegar no Facebook enquanto um avaliador o observa. Desta forma, os empregadores podem ver links, fotos e posts que só seriam acessíveis ao próprio dono da conta.
Falta de privacidade nas universidades
Certas faculdades até mesmo procuram empresas de monitoramento em mídias sociais, como a UDilligence e Varsity Monitor, só para isso. Elas têm softwares que oferecem “medidores de reputação” e enviam alertas aos treinadores contra estudantes que possam estar se empenhando em atividades questionáveis.Atletas de algumas universidades americanas também devem desapegar de sua privacidade no Facebook: é exigido que eles aceitem a solicitação de amizade do técnico do time ou de algum outro responsável para que suas atividades na rede social sejam monitoradas.
Isso tem atraído críticas. A diretora legislativa da ACLU de Maryland, Melissa Coretz Goemann, afirmou: “Isso é uma invasão de privacidade. As pessoas têm muita informação pessoal em suas páginas agora e muitos chegam a usá-las como diários”. Ela também destaca que a prática vai contra os termos de uso do próprio Facebook, que proíbe que os usuários forneçam sua senha ou deixe qualquer outra pessoa acessar sua conta.
A ACLU tem apoiado fortemente dois projetos de lei em Maryland que proíbem o acesso às redes sociais de candidatos por faculdades e possíveis empregadores. Outros estados, como o de Illinois, também querem banir a prática.
(UOL)

