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Bahia possui déficit de 67% de defensores públicos

Com o imprescindível papel de fornecer orientação e assistência jurídica integral e gratuita para a população carente, a Defensoria Pública sobrevive com escassez de recursos na Bahia. Atualmente, a instituição possui um déficit de mais de 60% do quadro de profissionais (cerca de 380 funcionários). São, apenas, 200 defensores públicos, aproximadamente, para atender todo o Estado, que, segundo dados do último IBGE, possui uma população de 14.080.654 habitantes, gerando uma média de 70 mil pessoas para cada defensor.

Os principais efeitos disto podem ser constatados, diariamente, segundo a própria população, na lentidão do atendimento ou mesmo ausência do acesso de grande parte dos baianos à Justiça. Em média, apenas 30 comarcas possuem Defensoria Pública na Bahia. Isto sem falar na superlotação do sistema penitenciário do Estado, que concentra, atualmente, 10.200 detentos, resultando um gasto mensal de R$ 15.300.000. Isso porque o defensor público é um dos principais representantes dos direitos dos presos.

Mesmo convivendo com este difícil quadro, a população baiana não deixa de sonhar. Entre os milhares de trabalhadores que estão na espera para conseguir acesso à Justiça de forma célere e gratuita, estão Márcia Cardeal da Silva (39 anos), Ivanilton Oliveira Régis (38 anos), Noélia dos Santos (43 anos) e Roberto José da Silva (83 anos), pessoas simples e persistentes, que mesmo diante das dificuldades, não perdem a esperança de terem seus problemas resolvidos.
(Tribuna da Bahia)

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