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Oficina participativa propõe reflexão sobre futuro da Mata Atlântica de Ilhéus

Uma das regiões baianas mais ricas na presença da Mata Atlântica, Ilhéus vivencia um processo de construção do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de Ilhéus, primeiro a ser elaborado e implantado no estado. Como etapa do processo de construção desse plano, nos dias 9 e 10 de fevereiro acontecerá a II Oficina de Elaboração de Plano de Mata Atlântica, no Auditório da Justiça Federal (Centro de Ilhéus). O projeto é realizado pelo Grupo Ambientalista da Bahia – Gambá, com recursos do Ministério do Meio Ambiente por meio da chamada do PDA, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhéus e a Associação Visão Dipankara.
A oficina é voltada para representantes das associações rurais de Ilhéus, gestores públicos e pessoas interessadas. Para participar, é necessário entrar em contato com a consultoria responsável pela execução da atividade pelo endereço eletrônico:hhorlando@yahoo.com.br.
Na primeira edição da oficina, realizada em dezembro, foi possível conhecer a situação atual dos remanescentes da Mata Atlântica, construindo participativamente um diagnóstico da região. Nesta nova etapa, será realizada uma oficina para discutir as pressões e ameaças e então  elaboração o plano de ação, bem como definir as metas e propostas para a região.
Para a consultora do projeto, Heloisa Orlando, “a conservação da Mata Atlântica no município de Ilhéus passa por um momento crítico; por um lado, as alterações legais tanto de âmbito nacional, como a reforma do Código Florestal, de âmbito estadual como a Resolução do CEPRAM ou de âmbito municipal como a não implementação das normas e o Plano Diretor, enfraquecem a integridade da Mata Atlântica”. Por outro lado, o atual quadro de desenvolvimento econômico de Ilhéus deixa a Mata Atlântica bastante vulnerável à degradação quando, atividades econômicas compatíveis com a conservação, como o turismo ecológico e a produção de cacau no sistema cabruca não se tornaram prioridade política para a região.
Fazem parte da Mata Atlântica as formações florestais e ecossistemas associados como os campos naturais, restingas e manguezais. O sistema Cabruca, característico de Ilhéus e da região Sul da Bahia, tem importância fundamental na conservação uma vez que tem contribuído para a manutenção de espécies da fauna e flora da Mata Atlântica.
Para Harildon Ferreira, secretário municipal de Meio Ambiente, “com a regulamentação da Lei Complementar N° 140 de 8 Dez 2011 que repassa para os municípios e Estado a responsabilidade de licenciar e fiscalizar novos empreendimentos, é importante que Secretaria  Municipal de Meio Ambiente, obtenha mais recursos e estrutura física e de pessoal para efetivamente exercer a fiscalização na Mata Atlântica de Ilhéus”.
Para o consultor Marcelo Roncato, responsável pela mobilização social do Plano, o futuro da Mata Atlântica depende de ações conservacionistas propostas pela sociedade civil organizada por meio de mais de 30 Instituições Ambientais sediadas em Ilhéus, além da UESC, do Poder Público e privado. “O futuro da Mata Atlântica de Ilhéus está em nossas mãos e para isto precisamos estrategicamente decidir o que queremos e o Plano de Ação é a forma participativa de decidir” conclui.
O que: II Oficina do Plano Municipal de Mata Atlântica
Quando: dias 9 e 10 de fevereiro, das 9h às 17h
Quem: Gambá, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Associação Visão Dipankara
Onde: Auditório da Justiça Federal (Centro de Ilhéus)
Informações: HTTP://www.gamba.org.br
ASCOM GAMBÁ – Mônica Santana 

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