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Horário de Verão termina neste sábado à meia-noite

Cerca de 100 pessoas acompanharam o por-do-sol no Farol da Barra, às 19h desta sexta
Cerca de 100 pessoas acompanharam o por-do-sol no Farol da Barra, às 19h desta sexta
Dois ou três minutos antes das 19h, palmas para o sol que se põe no horizonte, entre nuvens. Alguns exclamam: “É uma maravilha a obra de Deus!”; outros preparam máquinas fotográficas para registrar o instante em que o astro-rei parece despencar mais rapidamente. Neste clima, pelo menos 100 pessoas acompanham o espetáculo natural aos fundos do Farol de Santo Antônio da Barra. O que há de especial neste cenário? A partir deste domingo, o pôr do sol volta a ser às 18h, pois termina o horário de verão e os relógios precisarão ser atrasados em uma hora, voltando ao “horário de Deus”, como pensam alguns.
O estudante de história Francisco de Paula, 21 anos, que esperava o pôr do sol na Barra, aponta este como um dos lados bons do horário de verão. “Para mim não muda muita coisa em minha vida. Mas é bom que, quando terminam os compromissos, ainda há sol para iluminar. O ruim é ter que sair com o dia mais escuro, pois quase nunca há segurança na rua”, opina o estudante.
Acompanhado de algumas amigas, também no farol, o estudante do 3º ano no nível médio Thiago Jesus da Silva, 18 anos, também aponta a dificuldade para quem tem que acordar mais cedo. Mas acha boa a hora de sol a mais. “Isto para Salvador é muito bom. Uma hora a mais de sol é ótimo para quem é baiano”, diz Thiago.
Números –  Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), ligada à Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan), a economia de energia em novembro e dezembro de 2011, em relação ao mesmo período de 2010, quando a Bahia não adotou o horário, foi de 8,5%, para o setor comercial, e de 6,3%, para o setor residencial.
Mas alguns comerciantes das ruas, que, imaginava-se, poderiam ficar contentes com mais uma hora de movimento e possível faturamento não ficam tão felizes. “Se isso é bom para o governo e para os empresários, para a gente não é bom. A pessoa acorda mais cedo para trabalhar e fica ‘fora de área’, não sabe o que faz”, diz o vendedor de caldo de cana José Raimundo de Jesus, de 46 anos.
A venderora de acarajé Sônia Balbina dos Santos, 63 anos, também reclama das dificuldades de regular o relógio biológico. “Depois de oito anos sem ter, o governo volta com este horário. Eu achei horrível, porque a pessoa perde a noção da hora. Quando menos você espera já é tarde da noite e fica perigoso voltar para casa. Quando você pensa que ainda são dez, já são onze da noite”, reclama a vendedora de acarajé, que prefere o horário normal.(Atarde)

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