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Cultura não é casa de Noca

Bahia 247

Cultura não é casa de Noca
Esse presidente do DEM na Bahia, José Carlos, ergue as mãos para o céu e em uma espécie de epifania – revelação espiritutal e criação artística – agradece ao Senhor, numa Aleluia, quando vê deslize da situação. Está coberto de razão. Se os oposicionistas não enfrentarem a situação – termo sartreano – quem o faria: neos-pelegos, aparelhados, aqueles com sinecura?
Ora, também convenhamos, sem falso pudor: todo governo é mesmo para manter a hegemonia. Caso contrário, estaria do lado oposto. Oposição, para chiar, procurar a imprensa e denunciar, até a morte de um calango atropelado numa autoestrada. Como fez o partido majoritário no Brasil, que soube construir sua caminhada vitoriosa, mas, não permanente, pois, nem a vida é permanente. Como o poder, a vida foge dos dedos – na água que se quer beber com as mãos (sujas ou limpas). Escolham a ficha!
Confiram a crítica sobre uma Secretaria que parece tratar a cultura como a casa de Noca, na nota abaixo. Depois acreditem que o Secretário, intelectual orgânico, não sabia de nada, não viu e não ouviu, como um filme que não vale a pena ver de novo.

República Velha
“O governador Jaques Wagner vive alardeando ser republicano, mas a tentativa desavergonhada de aparelhamento da Secretaria de Cultura (Secult), por meio de um edital que privilegiava a contratação pelo Reda de militantes e sindicalistas, demonstra que a prática do petismo é bem diferente do discurso, como se fosse a Velha República, “, diz o presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia.
O líder oposicionista elogia o advogado da União, Waldir Santos, que, demonstrando independência, denunciou a ilegalidade do edital da Secult. “Se não fosse a denúncia do Dr. Waldir e a repercussão nacional que ganhou na imprensa, os cidadãos baianos seriam usurpados pelo governo petista num dos princípios fundamentais da República: a igualdade de direitos”.
Para Aleluia, o cancelamento do edital não tira o dolo da artimanha petista de aparelhar o estado. “Como diz o povo, eles jogaram o barro para ver se colava. E não me venha agora o atual secretário de cultura dizer que assinou o edital sem ler”.
Na opinião do presidente democrata, a desculpa do ‘não sabia’ já não convence mais ninguém. “Que o diga o governador Jaques Wagner. Ele tentou justificar sua ausência no inicio da greve da PM, dizendo que não sabia da iminência do movimento. Quem foi que acreditou nisso mesmo?”.
Aleluia observa que a desfaçatez petista se evidencia ainda mais na forma contumaz como vem sendo utilizado o Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) nos órgãos estaduais.
“Eles viviam condenando a contratação temporária pelo Reda. Atacavam os governos anteriores quando faziam uso deste expediente. Nas campanhas eleitorais, prometiam realizar concursos públicos e acabar com o Reda. Mas a realidade é outra. O Reda tem sido um instrumento eficiente para o aparelhamento do estado pelo PT”, denuncia o líder democrata.

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