Cruz Vermelha consegue entrar em Homs, na Síria, para retirar feridos
Equipes da Cruz Vermelha conseguiram entrar na sitiada cidade de Homs, nesta sexta-feira, e começaram a retirar mulheres e crianças feridas. De acordo com membros da Cruz Vermelha, a entidade já conseguiu retirar sete pessoas e negocia com autoridades e rebeldes para que possa resgatar todos os feridos, incluindo dois jornalistas ocidentais.
Os esforços para retirar os repórteres – que foram feridos no ataque que matou a correspondente de guerra americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Remi Ochlik – é parte de uma pressão internacional para trazer ajuda às áreas mais atingidas pelo conflito entre opositores e forças leais ao presidente sírio, Bashar Al-Assad.
Hicham Hassan, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que a entidade internacional e o Vermelho Crescente, seu braço na Síria, estão trabalhando no bairro de Baba Amr, em Homs, desde a tarde desta sexta-feira. À BBC ele disse que a situação em Homs piora a cada hora.
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Na quinta-feira, os jornalistas franceses William Daniels e Edith Bouvier fizeram um apelo ao governo do país, pedindo ajuda e um cessar-fogo. Bouvier, repórter do jornal Le Figaro, foi atingida pela mesma bomba que matou Colvin e Ochlik, além de ter ferido também o fotógrafo britânico Paul Conroy.
Sob ataque
Homs, a terceira maior cidade da Síria, tem sido alvo há 21 dias de ofensivas do governo. A resolução, que pode sofrer mudanças, também exige “que as agências humanitárias possam fornecer produtos e outros serviços a sírios atingidos pela violência.”
A ONU divulgou sua última estimativa de mortes no conflito em janeiro, dizendo que 5,4 mil foram mortos apenas em 2011. Mas centenas foram mortos desde então, de acordo com grupos ativistas, que afirma que o total de mortos estaria agora em 7,6 mil. Não há como verificar os números de forma independente, já que a Síria proíbe a atuação de quase todos os jornalistas internacionais e organizações de direitos humanos.(ig)



