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Bola pra frente…

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Após a explosão seguida de incêndio que matou duas pessoas e destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, base militar de pesquisa brasileira na ilha Rei George, na Antártida, é hora de somar os prejuízos e seguir adiante. Segundo dados da Marinha divulgado ontem, 70% da estação foi consumida pelo fogo; 40% da pesquisa brasileira no local teria sido destruída, de acordo com o diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Jefferson Simões. A partir desta segunda-feira, uma nova base brasileira no continente gelado já começa a ser planejada, garantiu o ministro da Defesa, Celso Amorim.
O chanceles afirmou que a nova base terá uma arquitetura mais moderna, “completa e orgânica”. De acordo com o ministro, a Estação Comandante Ferraz deve ser totalmente refeita em dois anos. “A nossa ideia é imediatamente chamar arquitetos para fazer desenhos, inclusive um desenho mais novo. Não estou dizendo que é por isso que aconteceu o incêndio, mas, obviamente, a base começou há 30 anos, então, ali ela foi agregando um pedaço ou outro. Agora já podemos pensar numa coisa para o futuro, digamos, de maneira mais completa, mais orgânica”, disse Amorim. Cientistas afirmaram que a proximidade das estruturas, aliada ao clima favorável à propagação do fogo, ampliaram o alcance do acidente.
Pesquisas
De acordo com Simões, que já esteve 19 vezes no continente gelado e cinco à estação atingida, foram afetadas no acidente principalmente as áreas de biociência, algumas pesquisas sobre química atmosférica e de monitoramento ambiental, principalmente sobre o impacto da atividade humana naquela região do planeta. “Infelizmente, isso também representou uma perda enorme em termos de equipamentos. Ainda não podemos estimar, mas ultrapassa a casa da dezena de milhões de dólares”, calculou.
O programa brasileiro na Antártida continuará funcionando, já que a Comandante Ferraz não é a única estação científica brasileira. Boa parte dos pesquisadores trabalha em navios de pesquisa ou em acampamentos isolados na Antártida. Além disso, há um módulo de pesquisa no continente antártico, chamado de Criosfera 1, localizado a 2,5 mil quilômetros ao sul da Comandante Ferraz, que também está concentrando importantes pesquisas brasileiras.(Bahia 247)

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