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Apenas 7% dos petroleiros votaram em um dos candidatos que vão ao segundo turno.

A eleição de um representante dos empregados para compor o Conselho de Administração da Petrobrás que tinha tudo para se constituir um avanço na democratização da gestão da maior empresa da America Latina, teve o seu primeiro turno marcado por manobras politicas para assegurar que o acréscimo de um representante dos empregados no conselho, que passará a ter dez integrantes, resultante da Lei que trata da participação dos funcionários nos conselhos de administração de empresas públicas e sociedades de economia mista, não traga dores de cabeça para o Governo.
Comissão estabeleceu regra proibindo uso do sistema de comunicação internaA comissão eleitoral foi constituida por doze membros, sendo seis indicados pelo gerente de Recursos Humanos, Diego Hernandez, ex-presidente do Sindipetro, ligado a FUP, e os outros 6 membros indicados pelos sindicalistas da FUP, embora se trate de uma eleição nacional, proibiu no regimento eleitoral que os candidatos pudessem divulgar suas campanhas pelo sistema de comunicação interno da Companhia, admitindo apenas o envio de emails via internet. No entanto se negou a conceder aos candidatos a listagem dos emails dos empregados. E assim, apenas o candidato lançado pela Federação FUP pode divulgar sua campanha uma vez que dispunha da relação dos emails de todos os empregados.Mesmo usando a maquina sindical, candidato da FUP teve apenas 5% dos petroleiros votando.Apenas 28,6% dos 58.126 petroleiros votaram nas eleições internas, sendo que desses 74% votaram em candidatos não escolhidos para o segundo turno. A soma dos votos nos 2 candidatos mais votados representam apenas 26 % dos votos válidos e 7% do conjunto dos trabalhadores. Ou seja a representatividade dos candidatos que vão disputar o segundo turno é de apenas 5% para o candidato da FUP, o Sr João Antônio de Moraes e de pouco mais de 2% para o segundo colocado, o candidato da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, Sr Sílvio Sinedino.
Eleição sem debate e sem campanha fere democracia.O argumento da ilegitimidade do processo eleitoral tem sido questionado por muitos candidatos. Luiz Aboim, um dos candidatos que concorreu às eleições no primeiro turno, chegou a entrar com um pedido de impugnação do candidato Moraes alegando favorecimento pela comissão eleitoral ao candidato. “A oportunidade de termos um representante dos empregados no Conselho para ampliar a discussão sobre a Petrobrás que o Brasil precisa para se tornar independente, está sendo desperdiçada pela forma como essas eleições foram impostas para enfiar guela abaixo da categoria o candidato da FUP” disse o ex-sindicalista do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, Luiz Aboim. Para ele “a ânsia de ocupar cargos levou dirigentes sindicais a esquecerem os princípios democráticos e a desprezarem os fóruns deliberativos da categoria para impedir a qualquer custo a eleição de outro candidato que pudesse surgir das bases” e conclui dizendo que “Se fosse prá a FUP indicar, precisava de eleição?”. João Moraes no entanto justifica a escolha de sua candidatura feita pela cúpula da FUP argumentando que “Será um mandato coletivo e não individual. Temos, portanto, que fazer valer essa conquista histórica e transformá-la em uma ferramenta efetiva de luta e de organização, atuando para democratizar e dar mais transparências às deliberações da Petrobrás”, sendo no entanto alfinetado pelo baiano; “Que democracia é essa que aceita uma eleição sem debate e sem campanha dos concorrentes?” 
Moraes é citado por Dilma, Gabrielli e Foster em rede de TV interna durante eleições.Pelo regimento eleitoral, para eleição do Conselheiro seria preciso que o candidato mais votado tivesse conquistado 50% mais um dos votos válidos, o que ficou muito distante. Para outro candidato derrotado, o Sr Oscar Magalhães, o processo eleitoral teria que ser suspenso apontando a parcialidade da comissao eleitoral que para ele favoreceu o candidato que acabou sendo o mais votado por conta desse privilégio. Já o candidato Agnelson Silva denunciou o uso da máquina da FUP e de 12 Sindipetros além do uso do correio eletrônico da Petrobrás para envio do boletim da FUP favorecendo o candidato que ele chamou de “chapa branca” associando isso com os discursos proferidos por Dilma, Gabrielli e pela nova presidente da Petrobras na solenidade de posse de Graças Foster, quando por diversas vezes o nome do candidato da FUP foi citado. O evento foi transmitido a todosos petroleiros pela através da TV corporativa.
Processo eleitoral chegou a ser interrompido.A apuração das eleições no primeiro turno chegou a ser suspensa devido a uma liminar da Justiça do Trabalho na Bahia. No entanto ao final da tarde desta sexta (17), a empresa conseguiu derrubar a liminar, o que permitiu a apuração. O segundo turno será realizado entre o próximo dia 26 e 5 de março e os dois candidatos vencedores ja se articulam para buscar o apoio dos demais candidatos. O dificil será convencer a maioria dos insatisfeitos com o processo e convencer os petroleiros a votar para dar legitimidade ao processo. 

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