Vera Cruz: Eleições colocam um leque de candidatos à disposição do eleitor — avaliar e escolher bem o voto é muito importante
Vera Cruz — A caminhada rumo às eleições de 2026 está cada vez mais consolidada em Vera Cruz e, com ela, cresce também o número de nomes que chegam ao município em busca do voto dos eleitores. Para quem acompanha a política local, o cenário apresenta um verdadeiro leque de candidatos, principalmente para os cargos de deputado federal e deputado estadual.
No caso dos deputados federais, entre os nomes que vêm sendo apresentados e buscando espaço no município estão entre beles 20 candidatos:
Entre os nomes que começam a aparecer no cenário estão:
Leur Lomanto Júnior — União Brasil
Adolfo Viana — PSDB
Antônio Brito — PSD
Jayminho — MDB
Félix Mendonça — PDT
Léo Prates — Republicanos
Ditinho da Avivip — União Brasil
Ivoneide Caetano — PT
Jorge Solla — PT
Olívia Santana — PCdoB
Alice Portugal — PCdoB
Márcio Marinho — Republicanos
Gegê Magalhães — União Brasil
Zé Chico — União Brasil
Neto Carletto — Avante
Joseildo Ramos — PT
Carlos Muniz — PSDB
Ariane Carla — PSD
Jorge Araújo — PP
Já para deputado estadual, também começam a surgir nomes que podem disputar espaço e buscar o apoio do eleitorado de Vera Cruz. Entre eles estão entre eles 10 candidatos:
Matheus de Geraldinho — MDB
Igor Domingues — PL
Júnior Muniz — PT
Osni Cardoso — PT
David Rios — MDB
Angelo Almeida — PT
Jurailton Santos — Republicanos
Penalva — PL
Ivana Bastos — PSD
Sandor Filho — PP
Esse cenário demonstra o quanto a eleição promete ser movimentada. São muitos nomes, diferentes partidos, grupos políticos e alianças sendo construídas. Entre elas, chama atenção a chamada dobradinha independente, como a formada por Jurailton Santos, para deputado estadual, e Márcio Marinho, para deputado federal, ambos do Republicanos.
Mas a eleição não se resume à escolha dos deputados. A disputa pelo Governo do Estado da Bahia também começa a ganhar contornos cada vez mais definidos dentro de Vera Cruz e de toda a Ilha de Itaparica.
De um lado está o atual governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, do PT. Do outro, ACM Neto, do União Brasil, que novamente aparece como um dos principais nomes da oposição.
O cenário observado atualmente apresenta uma disputa bastante equilibrada, mas também algumas mudanças em relação ao que vinha acontecendo anteriormente. Na Ilha de Itaparica, percebe-se um crescimento do grupo que apoia ACM Neto, movimento que pode ser observado, entre outros fatores, pelo número de deputados estaduais e federais que vêm declarando apoio ao ex-prefeito de Salvador, além de vereadores e outras lideranças políticas que passaram a abraçar sua candidatura.
Isso não significa, entretanto, que a eleição esteja definida.
Muito pelo contrário. Uma eleição majoritária pode ser decidida nos detalhes, especialmente quando os dois lados possuem estruturas políticas, lideranças e grupos organizados trabalhando pela conquista do voto.
Dentro do grupo ligado ao governador Jerônimo Rodrigues, percebe-se também uma preocupação em ampliar sua presença política na Ilha de Itaparica e tentar modificar o cenário que vem se desenhando. E isso faz parte do jogo democrático: quem está na disputa precisa trabalhar, apresentar propostas, conquistar apoio e convencer o eleitor.
Ao mesmo tempo, chama atenção uma característica bastante peculiar desta eleição: a verdadeira “sopa de letras” da política.
Não existe, em muitos casos, uma composição uniforme. É possível encontrar vereadores e lideranças apoiando determinados candidatos a deputado estadual e federal, enquanto, para o Governo do Estado, apoiam outro grupo político. Há ainda situações em que um mesmo apoiador pede voto para ACM Neto para governador e, simultaneamente, manifesta apoio a Lula para presidente.
Para o eleitor, isso pode gerar uma pergunta bastante simples:
Afinal, qual é a direção política desse grupo?
A resposta pode não ser tão simples. A política brasileira é formada por alianças, interesses locais, acordos partidários e estratégias eleitorais. Porém, diante de tantos cruzamentos, cabe ao eleitor não apenas ouvir o pedido de voto, mas procurar entender quem é cada candidato, quais são suas propostas, sua trajetória e, principalmente, o que pretende fazer depois de eleito.
É preciso também compreender o verdadeiro papel de cada cargo. Deputado estadual não exerce a mesma função de deputado federal. Governador não possui as mesmas atribuições de um deputado. E o presidente da República tem responsabilidades completamente diferentes.
Por isso, diante de tantos nomes, partidos e alianças, uma coisa é fundamental: o eleitor precisa assumir o protagonismo da sua escolha.
Não vote simplesmente porque alguém pediu. Não vote apenas porque determinado político está apoiando aquele candidato. Não vote somente pela amizade, pelo partido ou pela promessa de algum benefício.
Avalie. Pesquise. Compare. Conheça.
O voto é individual, mas suas consequências são coletivas. A escolha feita dentro da cabine de votação pode influenciar diretamente os rumos do município, da Bahia e do Brasil pelos próximos anos.
No final, independentemente das alianças, das “dobradinhas”, das mudanças de lado ou da famosa “sopa de letras” da política, existe uma decisão que pertence exclusivamente ao eleitor:
o voto é seu.
E é justamente por isso que ele precisa ser tratado com responsabilidade.
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