Prefeitura participa do Festival da Cultura Japonesa com ações de sustentabilidade e inclusão
A Prefeitura de Salvador participa da 18ª edição do Festival da Cultura Japonesa Bon Odori, iniciado nesta sexta-feira (4), no Parque de Exposições. Por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), o município apoia o evento com ações de sustentabilidade, inclusão e suporte logístico. A programação segue até segunda-feira (7).
No estande montado pela Secis, o público pode conhecer iniciativas relacionadas à economia circular, reciclagem, compostagem e reaproveitamento de resíduos. Entre as atividades estão a produção de sabão a partir de óleo residual de dendê, a exposição de brinquedos feitos com materiais recicláveis e oficinas para que as crianças produzam os próprios brinquedos.
O espaço também realiza a distribuição de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, biofertilizante produzido na composteira da Secis e amostras de sabão. Os visitantes ainda podem conhecer as ações do Fundo de Ação Climática para a Sustentabilidade e programas municipais voltados à destinação adequada de resíduos.
De acordo com o subsecretário da Secis, Walter Pinto Júnior, a presença da pasta no festival busca aproximar a temática ambiental de diferentes públicos. “A sustentabilidade precisa dialogar com todos os públicos. A gente não vai conseguir promover uma mudança cultural e construir um mundo mais sustentável e resiliente sem a participação das pessoas. Neste ano, trouxemos para o estande da Prefeitura e da Secis o tema da economia circular. As pessoas têm parado e aprendido um pouco mais sobre como fazer a compostagem em casa, sem grandes mistérios”, afirmou.
Segundo Walter, os visitantes também recebem informações sobre a produção de sabão e os programas municipais de reciclagem. “Também é possível aprender a produzir sabão para uso doméstico a partir do reaproveitamento de óleo e azeite de dendê. Além disso, mostramos como fazer o encaminhamento adequado dos resíduos por meio dos programas Recicla Capital e Roda”, acrescentou o subsecretário.
Integrante do Setor de Resiliência da Secis, Carlito Alves acompanhou as atividades nesta sexta-feira. Segundo ele, o espaço oferece ações de compostagem, oficinas e distribuição de materiais durante os quatro dias do festival. “Estamos realizando ações sustentáveis com o Recicla Capital, compostagem, oficina de sabão e doação de plantas e biofertilizantes”, explicou. “O estande está sempre cheio de crianças e de pessoas curiosas, que fazem perguntas”, acrescentou.
O espaço da Secis funciona durante todos os dias do evento, das 8h às 22h.
Atividades para crianças – Por meio da Secretaria Municipal da Educação (Smed), estudantes da rede municipal também visitaram o Bon Odori para acompanhar as atividades culturais. A Escola Municipal Barbosa Romeo, localizada em São Cristóvão, levou uma turma do 9º ano, com 30 alunos. Para o vice-diretor e professor de História James Silva, a visita contribui para ampliar o contato dos estudantes com outras culturas.
“A maior parte dos nossos estudantes nunca pôde vivenciar e compartilhar outra cultura, além das que eles já vivem aqui em Salvador. Então, eles ficam muito curiosos, vendo como é diferente, como é interessante descobrir um novo mundo”, afirmou. Segundo o professor, a experiência também pode ser trabalhada em sala de aula. “A gente pode utilizar isso até para fazer uma educação voltada ao respeito aos outros povos, às outras formas de viver e de crer”, completou.
Alunos da Escola Municipal Adilson de Souza Gallo, em Pirajá, também participaram da programação. A pequena Dhakia Williane dos Santos, de 11 anos, visitou o festival pela primeira vez e afirmou que ficou interessada nos personagens e nas atrações. “Já vi várias pessoas, algumas pessoas japonesas e também pessoas com fantasias legais. Gostei de tudo. Agora, a gente está procurando aquelas lojas de doces para comprar”, contou a estudante, que disse esperar encontrar o personagem Homem-Aranha.
Laura Vitória Passos, de 9 anos, também participou da visita. “Eu estou achando muito divertido. Queria muito ver o Luffy e tirar uma foto com ele. Hoje, eu já vi uma apresentação de karatê, mas quero muito fazer origami. Aqui a gente pode aprender mais e passar esse conhecimento para os nossos familiares”, afirmou.
Entre os visitantes estava Tamara Guerra, de 32 anos, que foi ao estande acompanhada da filha Antonella, de 8 anos. A menina, que é autista, participou das atividades com brinquedos confeccionados a partir de materiais recicláveis. “Eu gostei porque podemos reaproveitar esses itens que temos em casa. Vim por causa da minha filha, porque ela gosta muito desses brinquedos”, contou Tamara, que afirmou que pretende reproduzir os brinquedos em casa com a filha.
O evento – Pela primeira vez, o Festival da Cultura Japonesa de Salvador terá quatro dias consecutivos de programação. O público pode acompanhar apresentações de música e dança, artes marciais, desfiles de cosplay, oficinas, exposições, gastronomia japonesa e atividades ligadas aos games, animes e ao universo geek.
Os ingressos custam a partir de R$ 52, com meia-entrada por R$ 26, e podem ser adquiridos no site do evento ou na bilheteria do Parque de Exposições. Também há ingresso social, mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível na entrada do festival.
Texto: Fabiane Humildes e Mateus Soares / Secom PMS
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS


