Eleições 2026: A escolha do seu representante é responsabilidade sua
O voto é seu. A escolha é sua. A responsabilidade também é sua.
No dia 4 de outubro, o Brasil irá às urnas para escolher Presidente e Vice-Presidente da República, Governadores e Vice-Governadores, dois Senadores por Estado e pelo Distrito Federal, além de Deputados Federais, Estaduais e distritais. São seis escolhas que colocarão nas mãos de cada eleitor uma parcela importante do futuro político do país.
E aqui começa uma reflexão que o Visão Cidade considera necessária: você conhece verdadeiramente aqueles que pretende colocar para representá-lo?
Em uma eleição, existem campanhas, discursos, carreatas, imagens, vídeos, pesquisas, estratégias de comunicação e muita propaganda. Tudo isso faz parte do processo eleitoral. Mas existe algo que nenhuma campanha consegue substituir: a percepção do eleitor e a realidade vivida diariamente pela população.
Na Bahia, a disputa pelo Governo do Estado reúne candidatos com diferentes trajetórias e propostas, entre eles o atual governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, e ACM Neto, do União Brasil. A definição do resultado, porém, pertence exclusivamente ao eleitorado, por meio do voto. O que cada candidato apresenta em campanha deve ser analisado pelo cidadão à luz de suas propostas, de seus históricos públicos e dos compromissos assumidos.
E é justamente aí que mora a responsabilidade.
Promessa não pode ser confundida com compromisso.
Prometer é anunciar aquilo que se pretende fazer. Comprometer-se é assumir responsabilidade pelaquilo que foi apresentado à população.
Quantas promessas já foram feitas ao longo das décadas e continuam esperando para sair do papel?
Quantas vezes o eleitor ouviu as mesmas palavras, viu os mesmos problemas e continuou esperando pelas mesmas soluções?
É preciso separar o discurso daquilo que pode ser comprovado.
O eleitor não deve escolher simplesmente porque um amigo pediu. Não deve votar apenas porque um vizinho indicou. Não deve entregar sua decisão porque alguém mostrou uma fotografia, uma camisa, um adesivo ou repetiu uma frase de campanha.
A urna é individual. A consciência também.
Cada cidadão tem o direito de analisar os candidatos, conhecer suas propostas, observar seus históricos e verificar o que está sendo apresentado para a sociedade.
E existe uma pergunta que não pode ser esquecida:
O que esse candidato pretende fazer pelo coletivo?
Porque governar, legislar e representar não são tarefas individuais. São responsabilidades públicas.
O presidente da República, o governador, o senador, o deputado federal e o deputado estadual terão funções diferentes, responsabilidades diferentes e instrumentos diferentes para atuar. Por isso, conhecer as atribuições de cada cargo também faz parte da responsabilidade de votar.
Não basta conhecer o número do candidato.
É preciso conhecer o candidato por trás do número.
Não basta ouvir a promessa.
É preciso procurar o compromisso.
Não basta assistir à propaganda.
É preciso observar a realidade.
E não basta perguntar o que alguém diz que fará.
É preciso perguntar como pretende fazer, com quais recursos, dentro de quais responsabilidades e para quem suas decisões serão direcionadas.
O Brasil não pode viver eternamente de promessas.
A população precisa de políticas públicas, serviços que funcionem, obras que sejam entregues, fiscalização, responsabilidade com o dinheiro público e representantes que compreendam que o mandato pertence à sociedade.
Estamos chegando à reta final de uma eleição que será decidida pelo voto popular.
Por isso, eleitor, pare, pense, pesquise e compare.
Não entregue sua escolha à pressão de ninguém.
Não permita que um factoide substitua uma informação.
Não permita que uma promessa substitua um compromisso.
Não permita que uma imagem substitua uma história.
E, principalmente, não permita que outra pessoa escolha por você.
No dia 4 de outubro, diante da urna eletrônica, serão seis escolhas. E cada uma delas terá consequências para o país, para o estado e para a sociedade.
O voto é secreto. A escolha é individual. A responsabilidade é coletiva.
Escolha com consciência.
Escolha com convicção.
Escolha com responsabilidade.
Porque depois que a urna fechar, o discurso termina.
E começa a cobrança.
Visão Cidade Compromisso com a informação, com a cidadania e com o eleitor.
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