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Ireuda Silva alerta para a importância da prevenção ao suicídio 

O Setembro Amarelo, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à promoção da saúde mental, chama atenção para um problema que continua sendo uma questão de saúde pública no Brasil. Para a vereadora de Salvador Ireuda Silva (Republicanos), o período deve servir para ampliar o debate, estimular a escuta, o acolhimento e a busca por ajuda profissional.

Dados do Ministério da Saúde mostram a dimensão do problema. Entre 2010 e 2019, foram registrados 112.230 suicídios no Brasil, com aumento de 43% no número anual de mortes no período, passando de 9.454, em 2010, para 13.523, em 2019, como comenta a vereadora.

Para Ireuda, o cenário também exige atenção quando considerados os diferentes grupos da população. Em levantamento do Ministério da Saúde sobre os anos de 2011 a 2016, os homens representaram 79% das mortes por suicídio registradas. Entre jovens de 15 a 29 anos, a taxa também era significativamente maior entre homens.

Na Bahia, o problema igualmente apresenta números preocupantes. Boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado apontou 5.160 óbitos por suicídio entre 2010 e 2019, dentro de um total de 8.833 notificações de lesões autoprovocadas no período.

“O Setembro Amarelo é um momento importante para lembrarmos que ninguém deve enfrentar sozinho um período de sofrimento. Muitas vezes, uma conversa, uma escuta sem julgamentos e a percepção dos sinais podem ser fundamentais para que uma pessoa procure ajuda. Precisamos combater o preconceito em torno da saúde mental e entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza”, afirma a vereadora, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara de Salvador.

Unidades básicas

Segundo o Ministério da Saúde, pessoas que estejam passando por sofrimento emocional podem procurar unidades básicas de saúde, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), UPAs, hospitais e outros serviços de emergência. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece atendimento gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia.

“O poder público tem uma responsabilidade enorme nesse processo. Não basta falar sobre prevenção uma vez por ano. É preciso garantir que as pessoas encontrem atendimento quando decidirem pedir ajuda. Saúde mental precisa ser tratada como prioridade e como parte fundamental da saúde integral”, acrescenta Ireuda.

CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR 

(Foto: Visão Cidade)

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