Escola municipal realiza campeonato interclasse com diversas modalidades esportivas
Cinco dias de disputas em diversas modalidades, como futsal, basquetebol, voleibol, baleado, jogos de tabuleiro e tênis de mesa, marcaram mais uma edição do Torneio Interclasse da Escola Municipal Alfredo Amorim, situada no Largo do Papagaio, no Bonfim. A atividade, que acontece desde 2017 na unidade, trouxe como tema “Educação antirracista, esporte, respeito e valorização” e reuniu, nesta segunda-feira (14), um total de 867 alunos que participaram do torneio.
Os dois primeiros dias de torneio foram dedicados aos estudantes do 6º e 7º anos. Outros dois dias foram destinados aos alunos do 8º e 9º anos e da regularização de fluxo, além da grande final, que reuniu todas as classes participantes.
“Ao longo do mês, os alunos produziram vários conteúdos nesta perspectiva contra a violência e o racismo, mobilizando amigos, familiares e a comunidade extramuros, buscando valorizar e reforçar a cidadania, de forma mais saudável e humana nas relações”, destacou Patrícia Barral, diretora da escola.
Para a estudante e atleta Laura Costa, de 12 anos, a competição vai além do desejo de se provar como atleta, sendo uma forma de fortalecer sua cidadania e representatividade. “Quando disputamos com alguém de idade maior ou força superior, é mais um desafio a ser superado. E, como atleta, me sinto privilegiada em saber que represento todas essas colegas aqui da escola. O esporte é uma porta para o futuro”, afirmou a aluna do 6º ano, moradora do Bonfim, que participa do interclasse pela primeira vez, disputando no vôlei e no baleado.
Vitor Gabriel Aragão, de 13 anos, é atleta do futsal e também disputa o interclasse pela primeira vez: “Jogo bola desde os 6 anos, já é parte da minha rotina. Busco sempre me desenvolver, e o interclasse aprimora esse sonho de me dedicar à carreira de atleta no futebol”.
Coordenador das modalidades esportivas da competição, o professor Saulo Matos falou da importância de apresentar o esporte e abrir portas para novas modalidades aos estudantes. “É algo lúdico e transformador na vida deles. Também tem uma grande importância para que conheçam e se aprofundem em uma possível futura carreira. É muito importante um exemplo como o do interclasse, que mexe com toda a unidade escolar, trabalhando questões como ética e racismo, um tipo de educação que a gente preza muito por aqui. Então, temos o lado lúdico e o pedagógico juntos. E os alunos vão ter uma vivência que vão levar para o resto da vida”, explicou o professor.
Texto: Eduardo Santos e Fabiane Humildes
Foto: Otávio Santos
SECOM



