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Eliete Paraguassu debate racismo ambiental com estudantes do Colégio Estadual Lomanto Júnior

A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) participou, na quarta-feira (2), de uma roda de conversa sobre racismo ambiental com estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Lomanto Júnior, em Salvador. Organizada pelo Coletivo Gereré, a atividade integrou uma sessão especial do Cineclube Gereré, articulando cinema, música e diálogo para ampliar o conhecimento dos jovens sobre a realidade das comunidades afetadas.

A programação contou com a exibição dos documentários “Assassino Invisível: A Verdade sobre o Petróleo nas Águas da Bahia” e “Ilha de Maré – Quilombo das Águas de Salvador”, além de quiz interativo e roda de conversa. A abertura e o encerramento da atividade tiveram apresentação musical de Lu Santana.

As produções abriram espaço para reflexões sobre os impactos da poluição, as desigualdades no acesso a direitos e a relação das comunidades tradicionais com seus territórios.

Mulher negra, quilombola e marisqueira de Ilha de Maré, Eliete dialogou com os estudantes sobre racismo ambiental, aproximando o debate das experiências vividas pelas comunidades.

“Quanto antes nossos jovens conhecerem essa pauta, mais cedo poderão reconhecer as injustiças e somar nessa luta. Nossas crianças têm direito à saúde, à educação e a crescer em territórios livres de contaminação”, destacou Eliete.

A repercussão da atividade apareceu no depoimento dos estudantes. Uma delas relatou não conhecer Ilha de Maré e ter se comovido com a situação das crianças apresentada no documentário. Ao comparar aquela realidade com a infância da própria irmã, de cinco anos, a aluna destacou a desigualdade de oportunidades e a necessidade de garantir acesso à educação e à saúde.

“Eu acho que as crianças tinham que ter outras oportunidades, tanto da escola quanto mais acesso à saúde”, afirmou. A estudante também ressaltou que a maior divulgação dessas informações poderia mobilizar outras pessoas a contribuir com as comunidades afetadas.

Ao promover o encontro, o Coletivo Gereré abriu espaço para que os estudantes conhecessem histórias e desafios de territórios que fazem parte de Salvador, mas ainda são desconhecidos por muitos. A atividade reforçou o papel do cinema, da música e da escola na formação crítica dos jovens e no enfrentamento ao racismo ambiental.

CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR 

Foto: Visão Cidade

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