Transporte coletivo na Ilha de Itaparica é praticamente inexistente


É algo difícil de compreender para qualquer cidadão que mora na Ilha de Itaparica, especialmente nos municípios de Vera Cruz e Itaparica. Quando o assunto é transporte coletivo, a situação é totalmente inexplicável. Trata-se de um problema que ultrapassa qualquer tentativa simples de explicação, levando a população a se perguntar como, em pleno século XXI, ainda se convive com a ausência de um sistema de transporte público organizado e eficiente.
A falta de transporte coletivo regular nas cidades é algo surreal. Podem surgir justificativas e explicações, mas para a população elas não são suficientes. Na prática, os moradores dessas duas cidades não contam com um transporte público digno, com qualidade, horários definidos e condições adequadas de conforto e segurança.
No município de Itaparica, por exemplo, o transporte é realizado, em grande parte, por carros de aluguel que não utilizam bandeira, funcionando de forma semelhante a um sistema de lotação. Essa prática, além de irregular em muitos casos, pode colocar em risco a segurança dos usuários. Outro problema grave é a situação dos idosos e das pessoas com deficiência, que muitas vezes não têm respeitado o direito constitucional à gratuidade no transporte. Essa é a realidade enfrentada diariamente por muitos moradores.
Em Vera Cruz, a situação também não é muito diferente. Existe o terminal de Bom Despacho, localizado no município de Itaparica, de onde partem veículos operados por uma associação ou cooperativa que realizam o transporte para algumas localidades. Na prática, isso acaba funcionando como uma linha intermunicipal.
No próprio município de Vera Cruz também há um terminal que realiza o transporte para diversas comunidades, porém o sistema não atende plenamente às necessidades da população. Além disso, há constantes reclamações de que essas cooperativas não garantem o direito à gratuidade para idosos e pessoas com deficiência, que muitas vezes precisam pagar a passagem mesmo tendo esse direito assegurado pela Constituição.
Diante dessa realidade, a população cobra explicações dos gestores municipais e das Câmaras de Vereadores, mas até o momento não há respostas claras ou justificativas convincentes. O sofrimento da população é real, e a necessidade de uma solução se torna cada vez mais urgente.
É fundamental que os municípios organizem e legalizem um sistema de transporte coletivo estruturado, eficiente e acessível, garantindo o direito de ir e vir com dignidade para todos os cidadãos.
A pergunta que fica no ar é simples e direta: por que os municípios de Itaparica e Vera Cruz ainda não possuem um sistema de transporte coletivo legalizado e regular? E por que idosos e pessoas com deficiência continuam sendo obrigados a pagar passagem, mesmo tendo esse direito garantido por lei?
As reclamações da população não param de chegar. O que falta agora são respostas claras e, principalmente, soluções concretas.
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