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BA: Governo do Estado enfrenta desgaste e acende sinal de alerta entre eleitores

A semana começa com uma dúvida que ganhou força após a divulgação de novas pesquisas sobre a avaliação do Governo do Estado da Bahia. A sigla que comanda o estado há 19 anos, antes confortável em sua hegemonia, agora enxerga uma luz amarela – e, ao que tudo indica, cada vez mais próxima da vermelha.

Os números revelam um desgaste natural junto à sociedade e ao eleitorado. Em um estado com 417 municípios, diverso em cultura, demandas e expectativas, promessas acumuladas e projetos que não saem do papel começam a gerar desconfiança. Como diz o ditado popular, a população já está com “uma pulga atrás da orelha” diante de tantos compromissos não cumpridos ao longo dos anos.

O distanciamento da “luz verde” parece grande. Em praticamente todas as pesquisas e discussões recentes, o alerta está aceso — e os líderes do partido demonstram preocupação real. A avaliação interna é de que o atual governador não teria força suficiente para garantir uma vitória em 2026, e já se cogita a volta de nomes de ex-governadores da própria sigla para tentar recuperar o fôlego eleitoral.

Enquanto isso, a oposição avança. Em cidades pequenas e médias, onde antes havia apoio consolidado ao grupo governista, novos caminhos estão sendo traçados. Prefeitos, deputados estaduais e federais, além de diversas lideranças partidárias, passam a sinalizar tendência de apoio a um candidato oposicionista para 2026. Nada anormal dentro da política brasileira — um jogo de movimentos, recuos e reposicionamentos —, mas que indica mudanças relevantes no tabuleiro baiano.

Há relatos, inclusive, de famílias tradicionais aliadas ao governo cogitando migrar para o campo adversário. A justificativa, segundo alguns, seria garantir “um lugar ao sol” e não ficar de fora de um eventual novo ciclo político. A oposição, por sua vez, cresce de forma consistente, como mostram os levantamentos recentes.

As últimas pesquisas apontam que o governador Jerônimo Rodrigues é hoje o gestor estadual mais mal avaliado, mencionado como “melhor governador” por apenas 11% dos entrevistados. Já ex-governadores têm desempenho bem superior: Rui Costa aparece com 58% e Jaques Wagner com 24% de reconhecimento positivo. Esse contraste abre uma brecha para a ascensão do nome da oposição: ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, desponta na preferência do eleitorado com índices entre 53% e 54%.

As promessas não cumpridas, o ritmo lento de obras e projetos que muitos consideram meramente “de fachada” alimentam o desgaste da gestão. E, como diz um velho ditado que marcou época: “Já comi, já bebi… vou votar em quem realmente corresponder”.

O cenário para 2026, portanto, tende a ser de protagonismo diferenciado: uma oposição fortalecida, mais madura e com chances reais de vitória, e um governo que tenta, a tempo, evitar que a luz amarela se transforme de vez em vermelha.

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