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Sistema Ferry Boat na Bahia: Falido e caótico

O sistema Ferry Boat, que deveria ser um dos principais modais de transporte entre Salvador e a Ilha de Itaparica, vive hoje uma realidade de abandono e caos. Os equipamentos estão ultrapassados, os terminais apresentam graves problemas estruturais, os banheiros são inadequados e o embarque de veículos e pedestres acontece no mesmo espaço, colocando todos em risco.

Um dos maiores exemplos desse descaso é a passarela destinada aos pedestres, quebrada há mais de 15 anos. Sem peças de reposição, a estrutura permanece inutilizada, reduzida a ferro e concreto sem serventia. Com isso, os usuários ficam diariamente expostos ao sol e à chuva durante embarques e desembarques, em condições desumanas.

A quem interessa tamanha degradação de um serviço público essencial? Nas últimas décadas, passageiros e clientes apenas assistem ao sucateamento do sistema, enquanto defensores do modelo parecem ignorar a realidade. Implantado em 8 de dezembro de 1970, o Ferry Boat já chegou a operar com 12 embarcações. Hoje, restam apenas 7, sendo que somente 5 funcionam regularmente, já que as demais vivem em manutenção. A falta de uma política séria de manutenção da frota é evidente.

E fica a pergunta: se não existissem helicópteros, como os políticos que não utilizam o sistema chegariam à Ilha? Essa é a indagação que ecoa entre os milhares de usuários do Ferry Boat. Afinal, trata-se de um verdadeiro sistema caótico, que há muito tempo deixou de servir ao povo baiano com a dignidade que merece.

Visão Cidade

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