𝗔𝗻á𝗹𝗶𝘀𝗲 𝗖𝗿í𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗮 𝗦𝗲𝘀𝘀ã𝗼 𝗱𝗮 𝗖â𝗺𝗮𝗿𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗩𝗲𝗿𝗮 𝗖𝗿𝘂𝘇 – 𝟮𝟳/𝟬𝟱/𝟮𝟬𝟮𝟱

Oito dias após a última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Vera Cruz, o pronunciamento do vereador e presidente da Casa Legislativa chamou a atenção e levantou uma importante reflexão para todos os eleitores e moradores do município.
Embora nada do que foi dito seja novidade para a população, o alerta é necessário: é fundamental compreender e fiscalizar as atribuições e responsabilidades de cada um dos poderes constituídos — todos eles eleitos democraticamente pelo voto popular.
A seguir, apresentamos uma análise feita por um cidadão e eleitor atento, que vive a realidade de Vera Cruz e compartilha sua visão sobre o atual cenário político da cidade.
𝗣𝗼𝗿 𝗢𝘀𝘃𝗮𝗹𝗱𝗼 𝗦𝗶𝗹𝘃𝗮 𝗙𝗶𝗹𝗵𝗼 – 𝗠𝘂𝗻í𝗰𝗶𝗽𝗲 𝗲 𝗘𝗹𝗲𝗶𝘁𝗼𝗿 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗮 𝗦𝗲𝘀𝘀ã𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟳/𝟬𝟱/𝟮𝟬𝟮𝟱
“Estive presente na sessão da Câmara Municipal no dia 27 de maio de 2025, e como cidadão e analista de dados, me sinto na responsabilidade de refletir, analisar e compartilhar com todos que amam nossa cidade, os rumos que estão sendo tomados na política local.
Assistimos a um discurso forte, carregado de desabafo e indignação, feito pelo Presidente da Câmara Jorge Rasta. É fundamental que a população compreenda o que está acontecendo, para que não sejamos apenas expectadores, mas também, agentes de transformação, cobrando, fiscalizando, e principalmente, refletindo sobre quem escolhemos para nos representar.
𝗣𝗼𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝗗𝗶𝘀𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗱𝗼 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗖â𝗺𝗮𝗿𝗮 – 𝗝𝗼𝗿𝗴𝗲 𝗥𝗮𝘀𝘁𝗮
𝗔 𝗜𝗻𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗣𝗼𝗱𝗲𝗿𝗲𝘀
Jorge Rasta fez questão de lembrar que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si, conforme prevê a Constituição.
Deixou claro que 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗴𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗲𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗻ã𝗼 é 𝘀𝘂𝗽𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿 𝗮𝗼 𝗱𝗲 𝘃𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿, que são funções distintas com responsabilidades próprias.
𝗣𝗿á𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗮çã𝗼 𝗲 𝗖𝗵𝗮𝗻𝘁𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗣𝗼𝗹í𝘁𝗶𝗰𝗮
Segundo o presidente, existe uma prática dentro do Executivo municipal de 𝗰𝗵𝗮𝗻𝘁𝗮𝗴𝗲𝗮𝗿 𝘃𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀, impondo condições, negando serviços às comunidades e até usando promessas de empregos como moeda de troca para submissão dos parlamentares.
Isso, além de ser antiético, configura grave violação dos princípios constitucionais.
𝗗𝗲𝘀𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮çã𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗩𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀
A fala foi carregada de frustração em relação à 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗼 𝗘𝘅𝗲𝗰𝘂𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗼𝘀 𝘃𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀, especialmente com aqueles que não se curvam a interesses pessoais ou políticos do prefeito.
O presidente deixou claro que ser independente não significa ser inimigo da gestão, mas sim, cumprir o papel de 𝗳𝗶𝘀𝗰𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗽ú𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼.
𝗜𝗻𝗴𝗿𝗮𝘁𝗶𝗱ã𝗼 𝗲 𝗣𝗲𝗿𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶çã𝗼 𝗣𝗼𝗹í𝘁𝗶𝗰𝗮
Jorge Rasta relatou que muitos dos que lutaram, trabalharam e defenderam a eleição do atual prefeito, 𝗳𝗼𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗹𝗮𝗱𝗼, enquanto pessoas que eram oposição hoje estão sendo beneficiadas.
Citou que se sente 𝘁𝗿𝗮í𝗱𝗼 𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗮𝗱𝗼, e que sua comunidade sofre retaliações simplesmente por sua postura crítica e independente.
𝗙𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗣𝗹𝗮𝗻𝗲𝗷𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲 𝗚𝗲𝘀𝘁ã𝗼 𝗜𝗻𝗲𝗳𝗶𝗰𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲
Foram feitas críticas contundentes sobre a 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗺á𝗾𝘂𝗶𝗻𝗮𝘀, 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼𝘀 𝗯á𝘀𝗶𝗰𝗼𝘀, 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗺é𝗱𝗶𝗼𝘀 𝗲 𝗮𝘂𝘀ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗼𝗿𝗴𝗮𝗻𝗶𝘇𝗮çã𝗼 𝗮𝗱𝗺𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮, mesmo com cinco meses completos de gestão, não se justifica porque essa gestão é continuidade da anterior.
A população sofre esperando serviços que deveriam ser obrigação da gestão, independentemente de quem seja o vereador da localidade.
𝗔𝗻𝘀𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗣𝗿𝗲𝘀𝘀ã𝗼 𝗣𝘀𝗶𝗰𝗼𝗹ó𝗴𝗶𝗰𝗮
Um ponto sensível do discurso foi quando Jorge Rasta compartilhou que, como vereador, 𝘃𝗶𝘃𝗲 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗻𝘀𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗳𝗿𝘂𝘀𝘁𝗿𝗮çã𝗼 𝗲 𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀ã𝗼, sem conseguir atender as demandas da sua comunidade por falta de apoio da gestão.
Esse é o reflexo de uma administração que não entende que governar é servir a todos, e não apenas a quem é conveniente politicamente.
7️⃣ 𝗣𝗼𝘀𝘀í𝘃𝗲𝗹 𝗖𝗮𝗻𝗱𝗶𝗱𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗮 𝗣𝗿𝗲𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼
Durante sua fala, mencionou que existe uma especulação de que poderia ser candidato a prefeito, e que isso 𝗻ã𝗼 𝗱𝗲𝘃𝗲𝗿𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗺𝗼𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗲𝗿𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶çã𝗼, pois se trata de um direito legítimo dentro do processo democrático.
𝗖𝗼𝗻𝘃𝗶𝘁𝗲 𝗮𝗼 𝗗𝗶á𝗹𝗼𝗴𝗼
Apesar do tom duro, fez questão de deixar claro que, está aberto ao diálogo, que não é inimigo do atual prefeito, mas espera 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗮𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗺𝗮𝗻𝗱𝗮𝘁𝗼, à 𝘀𝘂𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗲 à 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶çã𝗼 𝗖â𝗺𝗮𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗩𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀.
𝗠𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗥𝗲𝗳𝗹𝗲𝘅ã𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗖𝗶𝗱𝗮𝗱ã𝗼 𝗱𝗲 𝗩𝗲𝗿𝗮 𝗖𝗿𝘂𝘇
O que enxerguei na sessão de terça-feira passada (27/05), não é apenas uma fala isolada. É um retrato preocupante de como a política tem sido conduzida no município. A relação entre Executivo e Legislativo deve ser pautada no 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼, 𝗻𝗮 𝗹𝗲𝗴𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗻𝗮 𝗯𝘂𝘀𝗰𝗮 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗯𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗺, e não na imposição, chantagem ou perseguição.
Quando um vereador, 𝗹𝗲𝗴𝗶𝘁𝗶𝗺𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲𝗹𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼, é impedido de exercer seu mandato com dignidade, quem perde não é ele, e sim, 𝘁𝗼𝗱𝗮 𝗮 𝗽𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮çã𝗼 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.
O gestor precisa compreender, que 𝗻𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺 𝗴𝗼𝘃𝗲𝗿𝗻𝗮 𝘀𝗼𝘇𝗶𝗻𝗵𝗼. Política se faz com diálogo, parceria, empatia, e acima de tudo, respeito às instituições e à vontade popular.
O que se espera, após cinco meses de mandato, é menos discurso, menos perseguição e mais trabalho, mais entrega, mais compromisso com o povo.
𝗖𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀ã𝗼
Deixo aqui 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗹𝗲𝘅ã𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱ã𝗼, 𝗲𝗹𝗲𝗶𝘁𝗼𝗿, 𝗽𝗲𝗿𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗱𝗼 𝗲 𝗶𝗻𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶ç𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮𝘀 𝗼𝗽𝗶𝗻𝗶õ𝗲𝘀 𝗲 𝗽𝗼𝘀𝗶𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀, mas que é participante assíduo das sessões ordinárias de terças-feira, e que estava presente nessa sessão histórica.
𝗥𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗻ã𝗼 𝘀𝗲 𝗽𝗲𝗱𝗲, 𝘀𝗲 𝗽𝗿𝗮𝘁𝗶𝗰𝗮.
Que todos os envolvidos possam refletir e compreender que 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗴𝗼 é 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗴𝗲𝗶𝗿𝗼, 𝗺𝗮𝘀 𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝘂𝗺 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗲𝘃𝗲, 𝗳𝗶𝗰𝗮𝗿á 𝗲𝘁𝗲𝗿𝗻𝗶𝘇𝗮𝗱𝗮 𝗻𝗮 𝗺𝗲𝗺ó𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗩𝗲𝗿𝗮 𝗖𝗿𝘂𝘇.”
Visão Cidade


