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Urbanista condena construção de espigões na Praia do Buracão

O urbanista Daniel Passos, representante do movimento SOS Buracão, ocupou a Tribuna Popular da Câmara na sessão ordinária de segunda-feira (15). Ele condenou a construção de espigões na Praia do Buracão, no Rio Vermelho, defendeu o meio ambiente e destacou a importância para a cidade do Projeto de Lei nº 318/2023, do presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), que dispõe sobre a utilidade pública para fins de desapropriação de imóveis localizados na Rua Barro Vermelho.

Segundo Daniel Passos, “são misteriosos” os empreendimentos para a construção de espigões na Rua Barro Vermelho, na Praia do Buracão. O urbanista atentou para a supervalorização de casas em desuso na localidade, onde seriam construídos os prédios. Ele frisou que as edificações vão causar o sombreamento da Praia do Buracão, afetando o ecossistema marinho.

De acordo com o presidente Carlos Muniz, “o cartório já foi notificado que existe um projeto de lei na Câmara e nada poderá ser feito antes da votação na Casa”. Por sua vez, o urbanista Daniel Passos destacou que o PL nº 318/2023 demonstra uma preocupação de Muniz com o patrimônio da União.

A Tribuna Popular foi comentada pelos vereadores Augusto Vasconcelos (PCdoB), Joceval Rodrigues (Cidadania), Sílvio Humberto (PSB), Marta Rodrigues (PT) e Claudio Tinoco (União). Os parlamentares da bancada de oposição rechaçaram a construção dos espigões na Praia do Buracão. Já Tinoco se colocou à disposição de todos para debater o assunto. Ele assegurou que deseja uma cidade mais protegida ambientalmente.

Uma parte das galerias do Plenário Cosme de Farias foi ocupada por representantes do movimento SOS Buracão. Uma faixa dos moradores da Rua Barro Vermelho dizia: “Espigões? Aqui não!”.

Idosos

A representante da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), Lúcia Mascarenhas, também fez uso da Tribuna Popular. Ela trouxe a pauta da pessoa idosa em relação ao Fundo Estadual da Pessoa Idosa, aprovado em 2022. “As instituições devem ter conhecimento do assunto para buscar os seus direitos”, afirmou.

Conforme Lúcia Mascarenhas, “o Fundo é o instrumento fundamental para viabilizar a implementação da política e promoção dos direitos à cidadania, buscando, assim, a melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional da Pessoa Idosa”.

Câmara Municipal de Salvador 

(Foto: Visão Cidade)

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