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Praia do Forte volta a receber etapa do WQS de surfe

Depois de oito anos, Praia do Forte vai voltar a receber uma etapa do WQS de surfe, divisão de acesso para o a elite mundial. Entretanto, o tradicional Surf Eco Festival, em Itacaré, está de fora do calendário inicial por falta de pagamento da premiação aos atletas vencedores da etapa de 2015.
Em 2008, Praia do Forte sediou a 1ª edição do Surf Eco Festival, que acabou com vitória de Adriano de Souza, o Mineirinho, atual campeão mundial de surfe, no masculino. A cearense Silvana Lima ganhou no feminino.
Agora, com outra equipe de produção, o local recebe o Praia do Forte Pro, no qual os competidores vão disputar 1.500 pontos para o ranking do WQS, além de uma premiação de 25 mil dólares para o masculino e 15 mil dólares para o feminino.
A etapa, que está programada para ocorrer entre 25 de abril e 1° de maio, é  a segunda confirmada em águas sul-americanas. A abertura do calendário de 2016 foi no QS 1.500 Rip Curl Pro Argentina, que foi finalizado no último final de semana e vencido pelo brasileiro Flavio Nakagima.
Além da competição de surfe com atletas de vários países, o evento vai promover shows musicais e ações de conscientização ambiental no Projeto Tamar e no Centro de Eventos da Praia do Forte.
Falta de Pagamento
Enquanto Praia do Forte volta ao WQS, o Surf Eco Festival, que nos últimos três anos aconteceu em Itacaré, corre o risco de ficar de fora em 2016. A etapa, criada em 2008, foi excluída do calendário do WQS devido à falta de pagamento da premiação aos atletas vencedores em 2015. Valendo 6.000 pontos, o evento teria que distribuir 150 mil dólares em prêmios.
De acordo com Railton Lemos, coordenador da Dendê Produções, que organiza o Surf Eco, faltou verba por parte da Prefeitura de Itacaré e da patrocinadora Mahalo. “A Prefeitura não repassou valores nos últimos dois anos, somando cerca de 77 mil dólares. E A Mahalo, que deveria pagar metade da premiação total, bancou apenas 7 mil dólares”, afirmou Lemos.
Até a noite desta quarta-feira, 30, a prefeitura de Itacaré não havia respondido à reportagem sobre o caso. O Surf Eco acontece há oito anos, tendo passado também por Praia do Forte e Salvador.
Ainda segundo Railton Lemos, a Dendê Produções já está tomando decisões para resolver o impasse. “Entramos com medidas judiciais contra os devedores e também estamos negociando com a WSL [Liga Mundial de Surfe] para pagar nós mesmos e voltar ao calendário”, finalizou.
Outra etapa brasileira que  acabou cortada do calendário do surfe por falta de pagamento foi a de Saquarema, criada em 2009, no Rio de Janeiro. Valendo 10.000 pontos, a etapa não pagou os 250 mil dólares de premiação em 2015.(A Tarde)

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