Marcelo Nilo minimiza parecer do MPE sobre desfiliação

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, minimizou o parecer que a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) deu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se manifestando pela rejeição de justa causa na desfiliação do parlamentar do PDT. O chefe do Legislativo estadual fez uma solicitação de ação declaratória de justa causa ao TER e alegou perseguição dentro do PDT.
De acordo com o procurador regional eleitoral, Ruy Mello, Nilo não apresentou provas que fundamentem o argumento de perseguição no partido.
À Tribuna, o deputado estadual minimizou o posicionamento do órgão ligado ao Ministério Público Eleitoral. “Respeito a opinião da PRE, mas espero ser liberado pelos juízes”, disse, otimista. Nilo fez questão de ressaltar que o partido agiu de forma que consiste em perseguição: “O PDT tomou todos os meus diretórios na Bahia. Se isso não for perseguição, o que é, então?”. O presidente estadual do PDT, o deputado Félix Mendonça Júnior, com quem Nilo teve desentendimentos que culminaram em sua disposição para sair da sigla, foi procurado pela reportagem, mas os telefonemas não foram atendidos. Em recente entrevista, Félix Júnior negou que o PDT tenha perseguido o parlamentar e lembrou que o partido chegou a apoiar o presidente da AL no ano passado, quando o mesmo queria disputar o governo estadual.
Mello, o procurador regional eleitoral, explicou como está sendo encaminhado o processo de consulta feito por Marcelo Nilo à Corte eleitoral. “O mandatário, antes de sair do partido, ele pede que o TRE declare a existência de justa causa. O processo do deputado Marcelo Nilo já passou pelo Ministério Público Eleitoral e nós manifestamos no sentido de que ele não trouxe provas da existência de justa causa e esse processo será julgado pela Justiça Eleitoral ainda. Já foram ouvidos o dirigente do partido e o solicitante da ação, agora é aguardado o julgamento”, explicou.
O deputado Marcelo Nilo, enquanto aguarda a decisão sobre o mérito da sua desfiliação, conversa com o PSL, partido ao qual deve se filiar. Na agremiação, o legislador é esperado para assumir a presidência da mesma e, segundo o atual presidente, Antônio Olívio, deverá estrelar as inserções do partido a partir de março do ano que vem. Olívio, além de reforçar que a negociação com o presidente da AL está avançada, fez previsões sobre a chegada do deputado ao partido. “Marcelo tem tudo para ser uma das lideranças nacionais do PSL. Ele está trazendo inclusive deputados de outros estados para encontros do partido aqui em Salvador”, contou o dirigente, que revelou ter ocorrido um encontro entre Nilo e os membros nacionais do PSL, mas que um outro encontro está agendado para o próximo dia 10. (TB)


